Coro de parabéns a Chris Martin marca show do Coldplay em SP

Portal Terra

SÃO PAULO - Chris Martin não vai esquecer tão cedo seu aniversário de 33 anos. Afinal, um coro de "parabéns a você" entoado por 60 mil pessoas é catarse para rockstar nenhum botar defeito. E foi assim que o frontman do Coldplay comemorou mais um ano de vida: junto aos fãs, no show da banda inglesa em São Paulo, nesta terça-feira. Martin vibrou com a homenagem. - Não há melhor jeito de passar seu aniversário do que ouvindo 60 mil brasileiros cantando parabéns a você -disse.

O público que lotou grande parte do estádio do Morumbi também ganhou um presente e tanto. Se nas duas turnês anteriores do Coldplay no Brasil o clima era mais intimista, agora o cenário é outro. Em sua terceira passagem pelo Brasil, com a turnê Viva La Vida, o grupo mostrou que seu espetáculo é devidamente coreografado para fazer jus ao status alcançado nos últimos anos. Os números da banda são cada vez mais superlativos e os fãs, mais numerosos.

Se em 2003 e em 2007, os ingleses se apresentaram na intimista casa Via Funchal, em São Paulo, em 2010, o estádio do Morumbi e todo seu gigantismo caiu como uma luva para a nova fase da banda inglesa.

A abertura do show veio para deixar bem claro que a noite seria repleta de hits. Life in Technicolor, Violet Hill, Clocks, In My Place e Yellow, grandes sucessos da banda, desde o primeiro álbum, Parachutes até o último, Viva La Vida, foram apresentados na sequência. Chris Martin também fez questão de exibir seu cada vez mais ensaiado português. "Muito obrigado, galera" foi uma das frases mais ditas por ele na noite.

O público embarcou na festa de sons, cores e luzes proposta pelo Coldplay. E Martin incentivava as reações calorosas sem parar. "Vamos fazer o máximo de barulho possível para uma noite de terça-feira em São Paulo", disse, no final de Yellow, em meio à chuva de balões amarelos. O vocalista pulava tanto no palco, com seu conhecido jeito desengonçado/carismático, que às vezes esquecia que tinha de cantar. O público, para dar uma forcinha, também não cansava de entoar coros, como feito durante a balada Fix You.

Um dos momentos mais marcantes da noite rolou durante o hit Viva La Vida. Martin adentrou na passarela que dava continuação ao palco e se jogou no chão para cantar.

Mas outras surpresas ainda estavam por vir. A banda saiu do palco principal e começou a tocar em um mini palco no meio da pista vip. Martin passou o microfone ao baterista Will Champion, que chamou mais um "Happy Birthday" para o colega de banda. Aproveitando o clima mais intimista, o quarteto mandou a balada Shiver, uma das pérolas de seu primeiro álbum, o mais "orgânico" de todos. Em seguida, Will ainda se arriscou no vocal e cantou. Chris improvisou na gaita.

Voltando ao palco principal, os ingleses preparavam o gran finale. Em Politik, Chris debulhou as teclas do piano e mostrou a real força de seus vocais. Então, aproveitou para emendar um "caco" na letra, que enumera desejos genuínos. "Me deem uma final de Copa do Mundo entre Brasil e Inglaterra", brincou. Em seguida, uma fantástica chuva de papéis coloridos picados em forma de borboletas deu boas-vindas ao hit Lovers in Japan. Depois, o Coldplay ainda tocou o sucesso Death and All His Friends. Aí sim, eles se despediram do público, agradecendo com o famoso "muito obrigado, galera".

Mas a galera queria é mais. E começou a entoar o refrão de Viva La Vida na esperança de um bis. Deu certo. E assim, Chris surgia no palco, só com seu piano, para destilar toda sua melancolia com a balada The Scientist. E o coro da plateia corria solto no Morumbi, novamente. Para fechar a noite, agora sim, de vez, Life in Technicolor 2. No final do derradeiro bis, um bando de fogos, só para lembrar da grandiosidade da turnê Viva La Vida: o Coldplay de 2010 é sinônimo de espetáculo -e dos grandes.