Desfiles de moda chegam a Milão com calendário polêmico

Agência AFP

MILÃO - Depois de Nova York e Londres, a temporada de desfiles chega nesta quarta-feira a Milão, com as apresentações dos principais estilistas italianos concentradas em poucos dias para imprensa e compradores.

Cerca de 200 coleções de marcas femininas italianas e estrangeiras apresentam seus produtos este ano, em 86 desfiles organizados por 78 marcas, algumas delas com looks para o próximo outono.

Algumas marcas optaram por apresentar suas coleções em showroom ou através de pequenas reuniões particulares, uma fórmula mais econômica de mostrar suas peças, cujos acessórios são exibidos quase como em uma loja, em um clima intimista.

O calendário da Semana de Moda de Milão trouxe uma polêmica mesmo antes de começar. Em meados de fevereiro a influente, e temida, editora da Vogue americana, Anna Wintour, declarou que não estava disposta a passar uma semana inteira em Milão, mas apenas três dias.

- Nada, mesmo que se chame Anna Wintour, pode permitir que o calendário da moda de Milão se desfaça. Temos que estar unidos por ele - lamentou Letizia Moratti, prefeita da cidade.

O presidente da Câmara Nacional da Moda Italiana, Mario Boselli, pediu em um comunicado aos estilistas que "não se deixem submeter às pressões da imprensa estrangeira" e agradeceu por ter "limitado os problemas" gerados pelo calendário.

Apesar da polêmica, os grandes estilistas desfilarão nos primeiros quatro dias, de quinta a domingo.

Na quarta-feira os desfiles começam com as coleções de jovens estilistas, entre eles vários debutantes escolhidos através de um concurso e alguns que se fizeram notar nas últimas temporadas.

Na quinta-feira serão apresentadas as coleções de Dolce&Gabbana, Fendi e Prada, enquanto na sexta desfilam Gianfranco Ferre, Versace e Jil Sander. No sábado é a vez de Bottega Veneta, Max Mara, Armani e Gucci e o grand finalle do domingo fica por conta de Marni, Roberto Cavalli e Missoni.

Pela primeira vez, a célebre marca italiana Dolce & Gabbana oferece a possibilidade de assistir seu desfile "na primeira fila" graças a aplicativos no iPhone e seu rival Android Mobile Devices (Google), principais sistemas de smart-phones do mundo.

Milhares de compradores de cerca de 40 países participarão do evento da moda milanesa, que será coberto por 2.000 jornalistas, que seguem correndo para Paris, onde assistirão à temporada de nove dias de desfiles na cidade luz, de 2 a 10 de março.