Roberto Silva promete comandar uma tarde intimista em projeto do MIS

JB Online

RIO - Conhecido por sua simpatia e seu jeito descontraído, o cantor e compositor Roberto Silva participa no próximo dia 21 de outubro, a partir das 13h30, do projeto Depoimentos para Posteridade , do Museu da Imagem e do Som (MIS), na sede da instituição na Praça XV. Para entrevistar o músico, que ano passado comemorou 70 anos de carreira, foram convidados o jornalista e radialista Antônio Carlos; o compositor e produtor musical Hermínio Bello de Carvalho; e o escritor, jornalista e ator Osmar Frazão.

Quando entro no palco não sei se tenho 26 ou a minha idade real , declarou o Príncipe do Samba , ao completar 89 anos. Nascido no morro do Cantagalo em Copacabana, em março de 1920, Roberto Napoleão Silva é filho do chapeleiro italiano Gilisberto Napoleão com a carioca Belarmina Adolfo. Aos seis anos de idade, quando se mudou com a família para o subúrbio de Inhaúma, sua mãe o presenteou com uma flauta, que logo foi trocada por um violão. Adolescente, frequentava as festas da vizinhança, cantando músicas de grandes nomes como Pixinguinha, Benedito Lacerda e principalmente de cantores da época, como Sílvio Caldas e Orlando Silva, de quem receberia muita influência mais tarde. Mas foi em 1938, aos 18 anos de idade, que o músico começou a gravar álbuns de 78 rotações, 350, ao todo.

Em seguida vieram os 38 long plays até chegar ao CD, valendo destaque para a participação no show O samba é minha nobreza , que ficou em cartaz no Cine Odeon, entre abril e junho de 2002, época em que lançou seu último trabalho, Volta por Cima , reunindo clássicos, como Gosto que me enrosco (Ataulfo Alves e Sinhô), A primeira vez (Bide e Marçal) e Normélia (Raimundo Olavo e Norberto Martins), considerado um de seus maiores sucessos. Atualmente, tem feitos shows em todo o Estado do Rio de Janeiro, mas o último de grande expressão foi em 2008, realizado no Carioca da Gema, na Lapa, em comemoração aos seus 70 anos de sua carreira.

'DEPOIMENTOS PARA POSTERIDADE'

Em 1966, o MIS inaugurou o projeto Depoimentos para Posteridade , inédito programa de história oral criado para preservar a memória de diversos setores da cultura nacional, tais como a música, a literatura, o cinema e as artes plásticas. Atualmente conta com um acervo de mais de mil depoimentos com quatro mil horas de material gravado em áudio e vídeo de figuras notáveis, como Cartola, Nelson Rodrigues, Tarsila do Amaral, Isaac Karabitchesky, Gilberto Braga, Cacá Diegues, entre muitos outros. Vale lembrar que todos os testemunhos ficam à disposição do público nas salas de consulta do MIS. O depoimento do cantor Roberto Silva fará parte do acervo em até 48 horas, logo após o término de sua entrevista.

Serviço

Local: Praça Luiz Souza Dantas, 01, Praça XV, Rio de Janeiro.

Data: 21 de outubro de 2009 (quarta-feira)

Horário: 13h30

Entrada franca

Informações: 2332-9511

Auditório com capacidade para 56 pessoas