Documentário sobre Arnaldo Baptista é premiado em Nova York

Franz Valla, Jornal do Brasil

NOVA YORK - Consagrado no Cine Fest Petrobras Brasil por Loki Arnaldo Baptista, o diretor Paulo Fontenelle prepara-se para conquistar os EUA. Na noite de sexta-feira, o documentário sobre Arnaldo Baptista e os Mutantes levou o prêmio Lente de Cristal, que vem junto com a promessa de ser distribuído no mercado americano em 2010. A premiação, definida pelo júri popular, não era esperada pelo diretor Paulo Fontenelle e tambem pelos produtores André Saddy e Isabella Monteiro.

Fiquei surpreso com a premiação e com o fato de as pessoas saírem do cinema comovidas com o filme. Sabia que o Arnaldo tinha uma ligação com a cidade, mas não imaginava que isso fosse tão grande. Se não bastasse a história pessoal dele, que já é um roteiro pronto, a sua música é incrível diz Fontenelle, que ainda não sabe os detalhes da exibição de Loki no circuito americano. Ainda não está certa a distribuição, mas estou muito feliz com a possibilidade dele poder chegar às pessoas em outro país.

Para Saddy, produtor e tambem diretor do Canal Brasil, a premiacao tem significado especial:

Dessa vez fomos escolhidos por um júri popular, o que demonstra o sucesso junto ao público. ressalta Saddy. Como se só isso não bastasse, a garantia de distribuição no exterior já é o maior presente.

O longa foi a primeira produção exclusiva do Canal Brasil e outros projetos já estão em andamento. Serão feitos em coprodução um filme sobre Ney Matogrosso e outro sobre o grupo de dançarinos Dzi Croquettes.

O Canal Brasil tem o compromisso de estimular projetos independentes e por isso a necessidade de partirmos para o esquema de co-produções observa o produtor André Saddy.

O produtor destaca também o fato de seu filme chegar ao cinema ao mesmo tempo em que são lançados outros documentários sobre música brasileira de alta qualidade:

Isso comprova que a nossa música tem um impacto universal. Todos esses documentários são envolventes, resgatam artistas e músicos que ja estavam esquecidos e ainda contam um pouco da história do pais diz Saddy, referindo-se ao documentário Simonal Ninguém sabe o duro que dei, também exibido na mostra, e Beyond Ipanema: brazilian waves in global music. Estes e outros começaram a ser produzidos na mesma época que o nosso, há quatro ou cinco anos, tivemos conhecimento um do outro e sempre procuramos nos ajudar porque em comum tambem era a falta de dinheiro. Nosso filme esta em cartaz há oito semanas, o que é uma grande vitoria para um documentário. Todos esses filmes merecem o mesmo êxito e uma vida longa.

Sócia da produtora Inffinito, organizadora do festival, Adriana Dutra também acredita no potencial dos documentários. Seu filme de estreia como diretora, Fumando espero, foi apresentado na mostra e juntamente com Se eu fosse você 2 tambem não participou da parte competitiva. O filme, que fala de sua experiência pessoal para largar o vício do cigarro, levou dois anos para ser concluído. Cláaudia Dutra, tambem sócia da Inffinito e produtora do documentario conta que ele agora vai virar minissérie:

Em outubro estreamos a minissérie no Canal Brasil. Enquanto isso estamos decidindo entre os roteiros que temos guardados para o proximo documentário.

Cláudia diz que a sétima edição do festival em Nova York ultrapassou as expectativas e mais uma vez teve todas as sessões lotadas. A parceria com a Maya Enterttainment, que se encarrega da distribuição do filme vencedor da mostra segue firme e mais outros parceiros poderão se juntar à organização do festival no proximo ano.

O modelo que temos utilizado continuara o mesmo para o próximo ano, mas com certeza teremos mais filmes apresentados na mostra adianta Cláudia.