Uri Geller diz que Michael reclamava do pai

Portal Terra

LOS ANGELES - Uri Geller, amigo pessoal de Michael Jackson, contou detalhes da vida do astro, morto nesta quinta-feira (25) em Los Angeles após um ataque cardíaco. O ilusionista, 62 anos, disse em entrevista à Sky News que o cantor lhe confessou ter sido um homem solitário. Deu detalhes também sobre o que a estrela pensava sobre a acusação de pedofilia, além do relacionamento com os filhos e o pai.

"Uma vez, quando estávamos conversando, perguntei: 'Michael, você é um homem solitário?' Ele ficou estático por alguns segundos, olhando para mim. Depois, respondeu: 'sou um homem solitário", contou Geller.

Jackson foi padrinho de casamento do ilusionista em 2001. Os dois conversaram muito nos quartos de hotéis durante turnês do astro. Mas se afastaram depois que Geller negociou uma entrevista do cantor a um canal de televisão.

"Uma vez perguntei se ele já havia tocado uma criança de maneira inapropriada. E ele imediatamente disse: 'não, jamais faria isso", contou o amigo do astro na entrevista à Sky News.

Jackson foi acusado de pedofilia contra um menor de 13 anos. Acabou inocentado após um julgamento que durou 134 dias e foi um verdadeiro pesadelo na vida do astro da música Pop.

"Perguntei então por que ele pagava milhões e milhões pelo caso. Ele me respondeu: 'porque não aguento mais isso'. Isso foi para mim a prova de que aquele homem era inocente. Ninguém faz ideia do que ele passou", completou.

Geller não quis comentar o polêmico caso no qual Jackson pendurou perigosamente seu filho Prince Michael II, então com menos de um ano de idade, na sacada de um hotel em Berlim. "Não importa o que ele tenha dito ou feito. Só posso dizer que ele era um bom pai."

O cantor fez ainda polêmicas cirurgias plásticas. Mudou a cor da pele, mudou tanto o nariz que ficou deformado. Geller conta. "Não sei se deveria dizer isso. Mas ele vai me entender onde quer que esteja. Perguntei certa vez o motivo das operações. Ele me disse: 'não quero parecer meu pai'. Isso me chocou."

"Ele disse muitas vezes que olhava pela janela as outras crianças jogando beisebol e não podia sair do quarto. Tinha que treinar e treinar para ser cantor. Consegue imaginar o tamanho da pressão?", explicou Geller sobre a complicada relação da estrela com o pai.

O amigo também fez sua homenagem. "O mundo perdeu um grande homem. Pode ter sido estranho, mas foi um gênio. Amava o que fazia. Mas era confuso e solitário. Acredito que ninguém jamais o entendeu. Agora ele está no céu. Deus abençoe todos aqueles que rezam por ele hoje."