"Jonas Brothers 3D - O show": Pura pose em três dimensões

Filipe Quintans, Jornal do Brasil

RIO - A cultura pop vive de ciclos cada vez mais curtos e cada vez menos expressivos. Aos Jonas Brothers, coitadinhos, sobrou a ingrata tarefa de demolir um dos mais duradouros mitos da música pop ocidental: o do fanatismo adolescente feminino por uma banda de rock. Se for para matar um mito, que seja lucrativo pelo menos, pouco importando se o dinheiro vai para o bolso do pai-empresário ou de uma megacorporação como a Disney.

Eles são bonitinhos, bem tratados e bem alimentados, sabem empunhar as guitarras com as poses certas e têm, vá lá, talento para isso. Para que exigir música (boa) num contexto desses? Basta a pose. Por isso tudo, este longa feito para ser exibido em cinemas 3D faz Os reis do iê-iê-iê ou qualquer um daqueles filmes em que Elvis Presley cantava seus diálogos parecerem verdadeiros tratados de filosofia.

Vivendo o rock é o mote repetido pelos brothers e seus associados entre os números musicais. Seria melhor: Lucrando com o rock. Em 3D e com figurino moderninho .