RioHarp Festival traz 30 harpistas de 25 países ao Rio

Leandro Souto Maior, Jornal do Brasil

RIO - O imponente instrumento de cordas em forma triangular e que é um dos mais antigos junto à flauta da história da humanidade vira a estrela dos palcos cariocas a partir desta sexta-feira, na quarta edição do RioHarp Festival, que traz 82 concertos de virtuoses em mais de 25 espaços no Rio. Serão 30 harpistas de 25 países, entre eles grandes nomes como a francesa Marielle Nordmann, o inglês Andrew Laurence King, a espanhola Maria Rosa Calvo Manzano, a romena Mariana Tudor e a americana Carol McLaughlin. O Brasil será representado pelo Trio D'Ambrósio e a Orquestra Brasileira de Harpas.

Para uma grande população como a brasileira, que tem tantos músicos, não são muitas as escolas que têm curso para harpistas ressalta o empresário Sergio da Costa e Silva, criador e diretor do projeto Música no Museu, que organiza o o RioHarp. Aqui no Rio, por exemplo, somente a UFRJ oferece este curso. Por isso iniciativas como o festival servem de incremento ao estudo do instrumento.

As apresentações acontecem até o dia 16, em pontos emblemáticos da cidade, como o Corcovado, Pão de Açúcar, Ilha fiscal, Centro Cultural Banco do Brasil, Mosteiro de São Bento, Igreja da Sé, Jóquei Clube e Jardim Botânico. Além dos concertos, estão programados workshops no Conservatório Brasileiro de Música e na Escola de Música da Uni-Rio.

O evento está em pleno crescimento aponta Costa e Silva. No primeiro ano foram sete países, no segundo 15, no terceiro 20 e agora são 25 países representados.

Os cariocas vão se surpreender também ao se depararem com o instrumento nas estações do metrô, que também servirão de palco para concertos. A expectativa para esta edição é de um público superior a 20 mil pessoas, superando os dos anos anteriores, que beiraram os 10 mil.

O importante é que estamos popularizando a harpa, utilizando toda a experiência do projeto Musica no Museu nestes quase 12 anos de atividades ininterruptas para a implantação de um evento de porte internacional destaca o idealizador do festival.

O evento também chega a outras cidades, contando com braços em Paulo de Frontin e Vassouras, no interior do estado, Manaus (AM), Belém (PA), Belo Horizonte (MG), São Paulo (SP) e Brasília (DF). Para 2010, já está sendo preparada uma homenagem ao francês Carlos Salzedo (1885-1961), um dos grandes nomes da harpa mundial. Contadas as de outras cidades, serão 91 apresentações em um mês.