"Recém chegada": Apenas diversão rotineira

Daniel Schenker, Jornal do Brasil

RIO - Nos primeiros instantes, Recém chegada lembra a atmosfera acolhedora de uma simpática comédia inglesa. O espectador também pode ter a sensação de estar assistindo a uma radiografia do interior dos EUA (como Fargo, dos irmãos Coen). As impressões, porém, não duram mais do que cinco minutos. Tão logo entra em cena a protagonista, Lucy Hill (interpretada por Renée Zellweger) fica claro que o filme não voará acima do convencional.

O diretor Jonas Elmer conta uma história apoiada em contrastes desgastados. Lucy é uma executiva que aceita trocar a ensolarada Miami, onde leva uma vida glamourosa e solitária, por uma cidadezinha gelada do Minnesota, terra de gente simples e simpática. Desembarca repleta de ideias preconcebidas, mas, claro, acaba travando vínculos mais consistentes. Sua chegada gera conflitos bem previsíveis e uma requentada discussão centrada no contraponto entre o artesanal e o tecnológico.

O filme bate como uma produção rotineira, que oferece poucos momentos de diversão satisfatória.