Mostra de filmes poloneses exibe desde clássicos a novos diretores

Braulio Lorentz, Jornal do Brasil

RIO - Resumir 100 anos de cinematografia em 14 filmes não é a única das tarefas árduas que caiu sob os ombros da Embaixada da República da Polônia no Brasil. A seleção resulta em mostra que começa nesta terça-feira no Centro Cultural Banco do Brasil, no Centro, e ganha salas de outras 11 cidades brasileiras. Cabe também à embaixada articular a aproximação entre as duas indústrias cinematográficas, tendo o festival como primeiro ato.

Queremos divulgar nossa produção para o país inteiro. A escola polonesa de filmes precisa ser conhecida reivindica Joana Pliszka, encarregada de departamento de Cultura da Embaixada da Polônia.

Joana revela que o Brasil deve se tornar um parceiro importante. A mostra marca o início da tentativa de encadear uma co-operação oficial entre os dois países e seus cineastas, produtores e montadores.

Acordo já está engatilhado

O governo polonês deve chamar brasileiros para seus festivais de cinema e pretende enviar representantes durante o evento que celebra o século de produção.

Estamos preparando um acordo para ser assinado pelas duas partes adianta a conselheira cultural. Conseguimos o patrocínio do Instituto Polonês de Filmes, que bancou a maior parte do orçamento. A Associação Mañana foi importante. É uma instituição que organiza festivais latino-americanos.

A produção polonesa é difundida por meio de produções como o filme mudo O homem obstinado (1929), de Henryk Szaro; Hotel Pacífico (1975), de Janusz Majewski; O interrogatório (1982), de Ryszard Bugajski, e Ladies (2008), de Tomasz Konecki.

Escolhemos os que seriam mais bem entendidos no Brasil justifica Joana. Há muitos filmes bons na Polônia, mas nem todos têm uma temática que seria assimilada. Optamos por várias épocas e estilos diferentes. Temos os dos anos dourados e os mais recentes.

Curadora do festival e diretora da Mañana, Agnieszka Drewno está por trás dos eventos de cinema latino-americano realizados na Polônia a partir de maio.

São na capital, Varsóvia, e em outras sete das mais importantes conta Agnieszka. Vamos apresentar cinco filmes brasileiros. Um que queremos é o maravilhoso documentário sobre Vinicius de Moraes, Vinicius. O cinema do Brasil não é coisa nova.

Para ela, o festival marca o início dos contatos oficiais entre os países.

Podemos dizer que a mostra está dividida em duas partes, a primeira é a formada pelas mais antigas da cinematografia polonesa e a outra dos novos trabalhos informa Agnieszka. Escolhemos as obras dos diretores mais ilustres do nosso cinema como Andre Wadja, o nosso cineasta mais internacional.

A curadora enumera quais das produções são as mais imperdíveis da programação:

Muitos filmes já foram exibidos no Brasil. Jerzy Kawalerowicz é um dos maiores dos anos 50 e 60. Janusz Morgenstern é da mesma escola. Há muita variedade: vai de um mudo para uma comédia contemporânea e filmes históricos como O Faraó.