Zelito Viana lança longa sobre Juscelino Kubitschek em Los Angeles

Bolívar Torres, Jornal do Brasil

LOS ANGELES - Meca do cinema mundial, Los Angeles é o ponto de partida de uma corrida longa e árdua: a conquista de uma fatia do bilionário mercado audiovisual americano. A missão ficou menos difícil desde 2008, com o nascimento do LABRFF, o Los Angeles Brazilian Film Festival, que estimula novas oportunidades de negócios entre as produções cinematográficas de Brasil e Estados Unidos. Durante quatro dias, o público americano conhecerá mais da produção nacional com a exibição de filmes a maioria inédita nos EUA e a promoção de painéis de discussão e seminários. De quebra, os empresários da área ganham a oportunidade de entrar em contato direto com nosso mercado. Nesta edição, os destaques são a pré-estreia do inédito Uma bela noite para voar, aguardado longa de Zelito Viana sobre Juscelino Kubitschek, que demorou quatro anos para ser finalizado, e um seminário sobre Glauber Rocha, que exibe três longas recém-restaurados do cineasta e terá participação do professor americano Randal Johnson, especialista da obra do baiano.

A ideia é trazer para Los Angeles, a capital do cinema, o que temos de melhor em produções no Brasil diz Meire Fernandes, radicada em Los Angeles há 15 anos, produtora executiva e cofundadora do festival com Nazareno Paulo. Foram dois anos pesquisando o mercado, o público alvo e as tendências. Os maiores sucessos no ano passado foram as sessões totalmente dedicadas a curtas-metragens. As salas ficaram lotadas. Agora temos três programas só de curtas. A qualidade desses novos cineastas é surpreendente, sensacional.

Em 2009, a programação inclui 20 longas (14 de ficção e seis documentários), 20 curtas, 17 curtas de animação e oito vídeos de arte, totalizando 65 filmes. As possibilidades de negócio se multiplicam. A intenção é promover coproduções de filmes em Los Angeles para um público alvo potencial de produtores e distribuidores internacionais e aumentar a participação de filmes de diretores brasileiros emergentes com produções independentes.

O festival firmou uma parceria com a Brazilian Film Commissions Alliance para promover locações de filmagem no Brasil e atrair investimentos para o país.

Percebemos que a maioria dos produtores independentes não tem muita informação sobre leis e incentivos fiscais que podem obter no Brasil com coproduções diz o fundador Nazareno Paulo. Por isso este ano vamos falar muito sobre locações, instruindo essas pessoas sobre as possibilidades de negócios entre o Brasil e Estados Unidos.

Nomes como o do diretor carioca Vicente Amorim (que dirigiu Um homem bom nos Estados Unidos) e dos produtores estrangeiros Deborah Calla e Donald K. Ranvaud estão confirmados para os painéis, que têm parceria da Producers Guild of America, maior associação de produtores dos Estados Unidos. Além do seminário sobre a obra de Glauber, admirado nos Estados Unidos por cineastas como Martin Scorsese (que é fã de Terra em transe), os debates vão discorrer sobre temas sobre Coprodução Brasil e Estados Unidos , Locações cinematográficas no Brasil e Novas tecnologias .

O objetivo desses painéis de discussão durante o festival é estimular os líderes da indústria cinematográfica americana a investir em projetos de coprodução no Brasil reitera Nazareno.

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