Elton John se apresenta no Rio em show marcado por hits e citações

Braulio Lorentz, Jornal do Brasil

RIO - Com o nome da turnê (Rocket man, que também batiza o disco de sucessos lançado em 2007) e repertório mirando nos sucessos definitivos de sua carreira, não houve como Elton John acertar em outro perfil de público que não fosse o formado por casais apaixonados.

Compostos por pessoas de diferentes faixas etárias, eles passaram a maior parte das duas horas e meia do show do cantor inglês na Praça da Apoteose, nesta segunda-feira, chorando e dançando ao som de babas como Your song e Candle in the wind. Foram 28 mil pagantes, conforme informações da assessoria de imprensa do evento.

No show de abertura, iniciado às 20h, o cantor e compositor inglês James Blunt tentou conquistar o público de todas as formas, e para isso até surfou em cima do piano durante a execução de 1973, que fechou a apresentação.

Citações bossanovísticas

No maior sucesso, You're beautiful, Blunt fez questão de se calar por alguns versos pedindo insistentemente que a platéia cantasse. A música que teve o maior coro de fãs da noite foi Carry you home, bastante tocada em rádios por ter sido incluída na trilha sonora da novela A favorita.

Poucos minutos antes das 22h, Elton John subiu ao palco para encerrar sua turnê pelo Brasil, iniciada no sábado, no Anhembi, em São Paulo.

O cantor ostentou visual um pouco menos extravagante e tropical do que o apresentado na capital paulista.

Durante a terceira música do repertório, Madman across the water, inseriu trechos instrumentais de Garota de Ipanema e Desafinado.

As novidades, no entanto, ficaram apenas nas vestes com motivos espaciais e a figura singela de um pequeno homem foguete e nas citações bossanovísticas.

Com as mãos para o alto e cantando cada verso, Goodbye yellow brick road foi uma das músicas mais bem recebidas, assim como Rocket man, mesmo que esta tenha sido a canção que mais evidenciou as limitações vocais de John.

Os dedos pequenos não revelaram as mesmas fragilidades da voz por vezes arranhada. As imagens com closes nas mãos do músico nas teclas do piano foram os maiores destaques dos dois telões que ladeavam o palco.

Com vazios na Pista Master (mesmo que as entradas do setor estivessem esgotadas) e nas demais áreas, os tumultos dos shows de rock não tiveram vez.

O som, da mesma forma, não lembrou o de uma apresentação do gênero: estava baixo o suficiente para agradar aos ouvidos mais acostumados à música que brota de rádios sem muita pujança.

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