'Elton John prova que o pop não é efêmero', diz Samuel Rosa

Samuel Rosa *, Jornal do Brasil

RIO - Elton John representa um ideal para quem vive do pop: que músicas ouvidas no rádio ao longo dos anos tenham longevidade e se transformem em clássicos.

Ele está aqui provando que isso é possível, mostrando como é incoerente o pensamento de quem associa o pop a algo necessariamente efêmero.

Ele é um artista singular por esta trajetória, e foi graças a seus sucessos que conquistou algo muito difícil para um artista inglês: a enorme quantidade de fãs que ele tem nos Estados Unidos.

Já havia assistido a um show dele em Los Angeles, mas foi muito mais enxuto do que este, pouco mais de uma hora. O que foi uma pena, porque era num lugar fechado, muito mais confortável que na Apoteose, neste calor todo.

Ele trouxe um repertório bem mais abrangente para as apresentações no Brasil, não jogou totalmente para o público. No início do show, tocou coisas dos discos mais recentes que eu nem conheço direito.

Mas gosto mesmo é da fase mais clássica, do que ele fez até a década de 80. Depois ele caiu na mesma onda do Paul McCartney, fazendo coisas um pouco aquém da sua história.

Certa vez assisti a um show do Paul em que ele parecia ter esquecido tudo o que ele fez dos anos 80 para cá, só tocou Beatles, Wings e o melhor da carreira solo. Elton John também poderia ter uma espécie de amnésia seletiva assim.

Samuel Rosa é cantor, compositor e líder do Skank

* Especial para o Jornal do Brasil

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