Feriado traz filmes com Will Smith, Jennifer Aniston e Viggo Mortensen

Carlos Helí de Almeida, JB Online

RIO - O feriado de Natal traz às salas de exibição atrações que vão da comédia ao drama de época, passando pela mais descarada das fantasias, todos em pré-estréia a partir desta quarta-feira.

Coração de tinta O livro mágico, de Ian Softley, tem cheiro de blockbuster. Remake americano de um filme alemão, é estrelado por Brendan Fraser, que interpreta um sujeito com poder de trazer à vida os personagens dos livros que lê. Ele e a filha são atraídos para uma viver uma perigosa aventura quando são obrigados a trazer ao mundo os protagonistas do livro Inkheart, de histórias que se passam na Idade Média.

Cão rouba a cena

Will Smith já aprontou em muitas produções arrasa-quarteirão, mas o carismático ator pega mais leve em Sete vidas, drama dirigido por Gabriele Muccino. Aqui, o gaiato que contracenou com a brasileira Alice Braga em Eu sou a lenda (2007) encarna um engenheiro espacial que encontra uma maneira muito original para compensar as sete mortes inclusive a da própria mulher que causou em um acidente de carro.

Marley e eu, de David Frankel (O diabo veste Prada), é uma comédia romântica que reúne Jennifer Aniston e Owen Wilson. Na adaptação do best-seller homônimo, os dois vivem um casal que aprende novos valores com a ajuda do cachorro neurótico da família. O desempenho do ator de coleiras tem ganhado elogios em várias praças.

Há um pouquinho de Brasil em Um homem bom, co-produção entre o Reino Unido e a Alemanha, estrelada pelo americano Viggo Mortensen, o Aragorn da série O senhor dos anéis. Versão para o cinema da peça homônima de C.P. Taylor, a história de um ingênuo professor de literatura cooptado pelo departamento de propaganda nazista é dirigida pelo brasileiro (nascido na Áustria) Vicente Amorim (O caminho das nuvens). Em suma, é um drama sobre um indivíduo corrompido pela vaidade.

Brasileiro de verdade, contudo, é entude carioca Domingos Oliveira. Aqui, o diretor que cantou Todas as mulheres do mundo (1968) e discutiu Separações (2002) promove o reencontro de três amigos de infância (Paulo José, Aderbal Freire-Filho e Domingos). É uma espécie de Confissões de adolescente com homens de meia-idade.