Maria Luísa Mendonça é dirigida pelo marido em comédia romântica

Portal Terra

SÃO PAULO - Maria Luísa Mendonça, 38 anos, conhecida por interpretar personagens desequilibradas, desajustadas e sensuais, vive uma mocinha no novo filme do marido, o diretor Cláudio Torres, A Mulher do Meu Amigo.

A atriz contou em entrevista de divulgação do longa-metragem nesta terça-feira, em São Paulo, que aceitou o papel de Pâmela por causa da assinatura do marido.

- O Cláudio é muito talentoso, é muito prazeroso trabalhar com ele. Ele sabe reunir uma equipe e sabe demandar. É uma pessoa doce e um excelente marido - elogiou.

Segundo ela, é respeitoso trabalhar com o marido.

- Você pode ser casada com uma pessoa que não é talentosa. É difícil, mas acontece - disse.

- Existe uma admiração a mais, isso eu não nego - completou.

Inversão de papéis

O argumento de A mulher do meu amigo foi baseado na peça Largando o escritório, de Domingos de Oliveira, mas teve o roteiro totalmente modificado por Cláudio Torres.

Não é por acaso que Maria Luísa vive uma mocinha no filme. Cláudio Torres se preocupou em inverter a imagem de que cada espectador tem dos artistas do elenco.

No filme, Mariana Ximenes é uma mulher que trai, bem diferente da sofredora Lara que vive em A Favorita. Já Otávio Müller, sempre rejeitado em seus papéis na TV, vive um homem por quem a personagem de Mariana sente tesão.

A comédia romântica de Cláudio Torres narra a história de Thales (Marcos Palmeira), um homem cansado da sua vida profissional e do título "o genro do patrão".

Ele resolve abandonar o escritório para ficar em casa com as crianças - filhos de seu melhor amigo, Rui (Otávio Müller) -, ler livros e fazer passeios que sempre quis.

Sua mulher, a mimada Renata (Mariana Ximenes) não aceita a decisão do marido. Em casa, Thales passa a conviver mais com a mulher de Rui, Pâmela (Maria Luísa Mendonça) e os dois passam a sentir uma admiração mútua.

Pâmela e Thales acabam se beijando e vivendo um caso cheio de culpa. Mais tarde eles descobrem que seus companheiros eram amantes há anos.

Cláudio Torres, que estreou como diretor de cinema com Redentor (2004), afirma que não abandonará as comédias românticas tão cedo.

- Será a minha contribuição para o cinema - disse ele, que deve lançar em breve A mulher invisível e A sogra.

A mulher do meu amigo chega aos cinemas no próximo dia 21, em 50 salas entre Rio e São Paulo. Esperançoso, Cláudio Torres torce pelo sucesso: "acho que terá entre 100 a 300 espectadores".