Rogê grava 'Construção' , de Chico Buarque, em versão reggae

Jornal do Brasil

RIO - Residente aos domingos na Melt com Donatinho na festa Babulina, devotada à conexão Tim Maia/Jorge Ben, Rogê lança disco novo, Brasil em brasa e conversa com o Jornal do Brasil.

Essa fusão de Brasil em brasa, no qual entram militantes do pagode, funk e samba-rock, ambiciona um caminho musical novo?

É o meu caminho natural. São coisas que ouço, fazem parte da minha formação musical. Eu me dou a liberdade de usar vários ritmos para me expressar.

Por que regravou 'Construção' em compasso de reggae?

Primeiro, sou muito fã de Chico Buarque, e também gosto muito de reggae. Sei que o arranjo do (maestro Rogério) Duprat é inigualável e nunca tive nenhuma pretensão de ser tão revolucionário quanto ele. A melodia se casa muito bem dentro do ritmo do reggae e Chico Neves e os músicos que me acompanharam fizeram um trabalho maravilhoso nessa versão.

Quais as dificuldades do artista hoje para consolidar seu nome na MPB?

Existem as dificuldades artísticas e mercadológicas. Vou tentar responder a essa pergunta com o exemplo de uma conversa que tive certa vez com um parceiro: chegamos à conclusão que devemos matar nossos ídolos. A contribuição que eles nos deram é muito importante, mas muito mais importante é saber o que você faz com essa contribuição. Ser original sem ser repetitivo nos dias de hoje, quando muito já foi feito, é uma arte. Mercadologicamente falando, parece que as coisas estão bem difíceis... Mas não me importo! Prefiro continuar trabalhando diariamente e crescendo artisticamente.

Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade.
Ao continuar navegando, você concorda com estas condições.
Saiba mais