Filme sobre Titãs faz a festa do público no Festival do Rio

Bolívar Torres, Jornal do Brasil

RIO - Depois de seis anos de preparação e expectativas, Titãs - A vida até parece uma festa, aguardado documentário sobre a banda paulistana, finalmente teve sua sessão de estréia, na terça-feira à noite, no Festival do Rio, com presença de quase todos os integrantes do grupo (apenas o ex-baixista e vocalista Nando Reis faltou). O Odeon estava lotado e muita gente teve de se conformar e se sentar no chão.

Foi muito emocionante diz o vocalista Branco Mello, que co-dirigiu o longa com Oscar Rodrigues Alves. Foram anos preparando, aguardando o momento de ver na tela. Senti uma vibração muito boa, as pessoas interagiam com o filme. Deu uma onda.

O documentário traz a história do grupo contada pelos próprios músicos. Há imagens capturadas pelo vocalista Branco Mello que comprou uma câmera nos anos 80 e passou a registrar o dia-a-dia dos Titãs e também gravações de amigos tiradas do fundo do baú, como as de shows undergrounds, além de entrevistas e apresentações em diversos canais de TV. As imagens mais antigas são de 1982. No total, o material bruto reuniu 300 horas, o que dificultou o processo de edição.

Algumas das imagens eu mesmo nem conhecia constata Mello. Apareceram coisas incríveis, que enriqueceram o material. O filme é como uma aventura. Rever as imagens do Marcelo (Fromer, ex-guitarrista da banda, morto em 2001) foi comovente.