Dionne Warwick: baladas em família com celebração carioca

Ricardo Schott, Jornal do Brasil

RIO - Dionne Warwick volta ao Rio com filho e neta para show

As relações da cantora americana Dionne Warwick com o Brasil são apaixonadas a ponto de a diva, que esteve por aqui pela primeira vez no fim da década de 60, já ter perdido a conta de quantas vezes veio ao país e até ter mantido uma residência no Jardim Botânico entre 1992 e 2004.

Agora, Dionne volta com uma apresentação diferente. A cantora vem junto com o filho David Elliott, compositor, cantor e ator, e com a neta cantora de 13 anos, Cheyenne Elliott.

O nome do show não poderia ser outro: Dionne Warwick and Family. A turnê, que começa em 15 de agosto na cidade paulista de Ribeirão Preto, no Teatro Pedro II, chega ao Vivo Rio no dia 22.

Está sendo ótimo fazer essa turnê com eles. É apaixonante estar no palco con David e Cheyenne. diz Dionne ao Jornal do Brasil, por telefone, de Nova Jersey, revelando que Elliott vai abrir o show com algumas de suas composições, antes que avó e neta subam ao palco.

Mas também não vou deixar de lado sucessos como Do you know the way to San Jose e I'll never love this way again.

That's what friends are for, um de seus últimos grandes hits, foi gravado em 1985 por com Elton John, Gladys Knight e Stevie Wonder, tem sido cantada por ela com a neta Cheyenne em algumas apresentações.

A música, por sinal, marcou a volta do compositor americano Burt Bacharach a seu repertório a cantora gravou uma série de temas em parceria com Hal David nos anos 60 e começo dos 70, como Don't make me over e Walk on by, mas rompera com ele em 1973.

Foram canções feitas para mim, que praticamente se tornaram minhas diz Dionne, que, além dos clássicos de Bacharach e de seus demais sucessos, vai prestar uma homenagem aos 50 anos da bossa nova durante os shows no Brasil.

Convidados brasileiros em DVD

O Brasil segue nos próximos projetos

de Dionne. A cantora prepara, com previsão de lançamento em agosto, o CD e DVD Dionne Warwick e amigos, gravado justamente aqui, em 21 de agosto de 2007, no Via Funchal, na capital paulista.

Entre os amigos que cantaram com ela no show e que vão fazer parte do DVD estão Gilberto Gil (com sua Sarará miolo), Jorge Benjor (em Mas que nada) e Ivan Lins (em She walks this earth, versão em inglês de Soberana rosa, de Lins, Vitor Martins e Chico César).

Já Milton Nascimento gravou Travessia, dele e de Fernando Brant, com a diva americana, numa versão em estúdio.

Logo que conheci o Brasil e sua música, me apaixonei. Tenho até um percussionista brasileiro, que conheci nos Estados Unidos diz ela, referindo-se a Renato Pereira, que a acompanha junto com Kathleen Rubbicco (piano e diretora musical), William Hunter (teclados), John Shrock (teclados), Ernest Tibbs (baixo) e Jeffrey Lewis (bateria).

Durante os 12 anos em que morei no Brasil fiz contatos com muitos músicos, fica até difícil me lembrar de todos. Mas adorei ter conhecido Gal Costa, Chico Buarque, Gilberto Gil, Emílio Santiago.

Outro projeto de Dionne, no qual já está trabalhando, é lançar um livro que conta em detalhes a história dos negros americanos.

É uma celebração da contribuição deles. Falo dos afro-americanos no mundo das música, das artes em geral, das descobertas, das invenções adianta.