Autores italianos falam sobre fábulas na Flip

Cláudia Marapodi, Portal Terra

PARATY - A terceira mesa deste sábado na Flip, Fábulas Italianas, contou com o romancista Alessandro Baricco falando de sua maneira de ver e fazer seus escritos.

Baricco conta que aprendeu desde cedo que as histórias pertencem à mente, por isso suas histórias são ambientadas em lugares longíncuos no espaço e no tempo. Para o romancista italiano, fazer um livro é simples, basta sair à rua, observar as pessoas e ir correndo para escrevê-la.

Baricco também afirma que não tem rotina para escrever, que aliás, passa muito pouco tempo escrevendo e que gasta muito mais tempo pensando nas histórias. Para ele o cinema é a linguagem da época porque tem um alcance maior do público e gosta muito desse meio.

Ao contrário de Baricco, o também italiano Contardo Calligaris, precisa identificar bem o local onde a história está acontecendo. Para o ensaísta, é importante pertencer a algum lugar e comenta que mesmo quando está de passagem, a primeira coisa que faz é comprar um mapa para entender a organização daquele espaço e como ele funciona.

Ensaísta, Calligaris revela uma faceta ficcional quando diz acreditar que a ficção nasce dentro das pessoas e é latente na infância. Contudo, apesar de reconhecer o valor que o cinema tem, o italiano radicado no Brasil afirma que a literatura têm algumas peculiaridades que não são possíveis no cinema.

Mas apesar disso, Contardo acredita que a adaptação de um livro para filme transforma-o em duas obras distintas e que escrever especificamente para o cinema é totalmente diferente, pois a linguagem e a forma são absolutamente distintas da literatura.

No final, os dois italianos concordaram que a ficção serve para deixar feliz quem a escreve e Galligaris acrescenta que "todos vivemos constantemente ficções em nossas vidas, principalmente quando a idealizamos".

Com muitos aplausos eles fecharam essa mesa e encaminharam-se à sala de autógrafos que ainda estava lotada de fãs de Neil Gaiman, aguardando em fila por uma assinatura do escritor britânico.

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