Coordenadora de evento paralelo à Flip reclama de falta de patrocínio

Agência Brasil

PARATY - A dois dias do fim da sexta edição da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), que termina no domingo, Lia Capovilla, coordenadora da OFF Flip - evento paralelo, organizado pela comunidade - reclama da falta de patrocínio, inclusive governamental.

Ela teme o fim do roteiro alternativo, que, ao contrário do oficial, não cobra nada dos participantes. Capovilla revela que a edição de 2008 da OFF Flip quase não foi realizada por falta de dinheiro.

- Achamos que não conseguiriamos nos manter, mas com muita resistência conseguimos concretizar esta edição. Pensávamos que poderíamos perder um espaço para divulgar a cultura da cidade - disse.

Ela critica a prefeitura, que demorou para disponibilizar recursos (sem citá-los), e a iniciativa privada, que não acredita na importância do evento.

- Apesar das facilidades da lei de incentivo, as empresas dão preferência aos projetos com uma vitrine muito maior de marketing, de visibilidade na mídia, como a Flip. A OFF é o patinho feio.

Somado a isso, Capovilla também comenta a falta de apoio da organização da própria Flip, embora reconheça que o evento oficial, responsável por reunir cerca de 20 mil pessoas em Paraty, também encontre dificuldades para financiar suas atividades.

- O momento não é tão bom assim para captar recursos. Eles disseram que já era difícil para Flip, imagina para a Flip e a OFF.

Apesar da críticas, Capovilla destaca novidades boas na quinta edição da OFF Flip. Três livros de autores locais foram lançados pelo recém-criado selo da OFF, que também realizou uma coletânia do prêmio OFF Flip de Literatura. Além de diversas atividades como debates e mostras culturais pela cidade. Para o próximo ano, Capovilla espera virar a página.

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