DVD Titãs/ Paralamas: 'É legal olhar e ver que são 25 anos'

Braulio Lorentz, JB Online

RIO - Em um dos muitos encontros em festivais, há três anos, o tecladista e vocalista dos Titãs Sérgio Brito comentou com o baterista do Paralamas João Barone que seria bom se revivessem os shows feitos em conjunto no começo dos anos 90.

O projeto veio num momento em que as duas bandas estavam sem gravadora. Por causa disso, gerimos tudo junto, tocamos a produção do projeto os oito juntos revela o vocalista do Titãs Branco Mello.

O guitarrista Tony Bellotto explica como surgiu a parceria:

Os Titãs tocaram em Porto Alegre. Fomos, então, para o hotel. Os Paralamas estavam chegando. Lá pelas tantas surgiu essa idéia.

Em seguida, apresentaram-se nas principais capitais brasileiras ao longo do segundo semestre.

Faremos mais shows. Mas não existe o plano de dar prosseguimento. Não incluímos música inédita no CD-DVD para não dar cara de algo que tenha continuidade. O espírito é esse explica Belloto.

Ele diz que o projeto não é uma tentativa de capitalizar num momento de crise e afirma que são produtivos e fazem muitos shows.

O território dos grupos de rock sempre foi a estrada. Há tempos não lançamos disco, e sempre estamos escalados em festivais pondera.

Barone se assusta quando nota que a empreitada comemora um quarto de século do Paralamas.

É legal olhar para trás e ver que são 25 anos, né? diz o baterista. Temos um grande tempo de estrada, que se você comparar com Rita Lee, Erasmo Carlos, nem é tanta coisa assim. É legal ver que tudo valeu a pena, ainda mais num país em que as coisas são tão efêmeras

Mello se mostra ainda mais empolgado do que seu colega:

É a primeira vez no mundo em que duas bandas do nosso porte fazem algo do tipo. O projeto nasceu de uma grande afinidade e de uma vontade muito grande que tínhamos de mergulhar um na obra da outro.