Grupos trazem nova atitude em relação às maneiras de consumir música

Leandro Souto Maior, JB Online

RIO - Darwin, Forfun, Dibob, Strike, NX Zero e Fresno são alguns dos nomes de uma nova geração de grupos de rock que vem se destacando no cenário musical nacional. Além de novas músicas, eles trazem também uma nova atitude em relação às maneiras de se consumir música. Não sonham em apenas aparecer na mídia, também não se intitulam 'undergrounds'. Antenados na internet, usam e abusam de ferramentas virtuais como fotologs, myspace, youtube e orkut para divulgar seu som, seus shows e suas fotos e videos. 'Gravadora' é uma palavra cada vez mais sem utilização para esses novos músicos.

Seu som geralmente está disponível para download gratuito. Ganham seu dinheirinho de outras formas, principalmente em shows, vendendo - além dos próprios ingressos - material de merchandising, como camisetas, adesivos, bottons e CDs. Mesmo tendo a possibilidade de baixar as músicas, no calor das apresentações os fãs acabam tentados e compram o disco de seu grupo preferido, para desfrutar do encarte e outros poucos atrativos que só um CD original oferece.

Se apresentam geralmente dois ou mais grupos na mesma ocasião, e formam seu público nas escolas em que estudam e se apresentam. A partir daí, e utilizando as opções de divulgação na internet, vão aos poucos difundindo suas músicas e acabam reunindo milhares de pessoas, na Zona Sul ou em Bangu. Abrir o show de uma banda mais estabelecida pode ser uma boa, mas preferem a ocasião mais pelo fato de aumentar o cachê por causa da agregação de valor ao 'currículo' do que por outro motivo qualquer.

Assim é um pouco do mundo de um novo grupo de músicos e bandas. Rejeitam o rótulo 'Emo' e também não aceitam o termo 'underground'. Afinal, com tanta exposição e fãs, estão cada vez mais para o mainstream que para o gueto.

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