Rodrigo Santoro defende cinema brasileiro em Cannes

Portal Terra

CANNES - Um comentário de um jornalista chileno na apresentação de Leonera levou o ator Rodrigo Santoro, que integra o elenco da fita em competição, a se pronunciar sobre o cinema brasileiro atual, nesta quinta-feira em Cannes.

O jornalista elogiou o filme do argentino Pablo Trapero pelas qualidades artísticas e também por estar preocupado com a realidade social do país e não com o mercado de exportação, "ao contrário do cinema norte-americano e brasileiro, que visa sua exportação".

Santoro aproveitou uma pergunta sobre o método para viver seu personagem e respondeu em espanhol - sua língua no filme - que acha complicado generalizar esse aspecto do cinema feito no Brasil e que aqui mesmo, no Festival de Cannes, o jornalista poderia conferir "A Festa da Menina Morta", referindo-se ao primeiro filme de Matheus Nachtergaele como diretor, exibido fora de competição.

- É uma produção independente, de autor, que não tem essa intenção de atingir o mercado internacional por princípio; tanto que foi uma grande e boa surpresa sua escolha para o festival - afirmou Santoro.

É bom lembrar também que a fita é uma co-produção com a produtora brasileira Videofilmes, dos irmãos Walter e João Moreira Salles.

No drama de Trapero passado numa penitenciária, Rodrigo Santoro aparece pouco, mas um personagem fundamental de contraponto à protagonista Martina Gusman, mulher do cineasta de "Família Rodante".

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