Lonas Culturais descentralizam a produção artística da cidade

JB Online

RIO - O Rio de Janeiro conta hoje com dez lonas culturais onde acontecem espetáculos de música, teatro, dança e poesia, além de cursos, oficinas e palestras. Os espaços, com capacidade média para acomodar cerca de 400 pessoas, tem estética padronizada em lonas verde e branca que já são facilmente identificadas pelos cariocas.

O projeto Lona Cultural foi criado em 1993 pelo arquiteto Ricardo Macieira, secretário municipal das Culturas do Rio, com o objetivo de descentralizar a produção artística da cidade. A primeira foi inaugurada em Campo Grande, em 18 de maio de 1993, denominada Elza Osborne. Depois foi a vez de Bangu (Lona Cultural Hermeto Pascoal, 1997), Realengo (Lona Cultural Gilberto Gil, 1998), Vista Alegre (Lona Cultural João Bosco, 1999), Anchieta (Lona Cultural Carlos Zéfiro, 1999), Guadalupe (Lona Cultural Terra, 2000), Santa Cruz (Lona Cultural Sandra de Sá, 2004), Maré (Lona Cultural Herbert Vianna, 2005), Jacarepaguá (Lona Cultural Jacob do Bandolim, 2007) e Ilha do Governador (Lona Cultural Renato Russo, 2007) ganharem suas lonas.

A meta inicial da Secretaria Municipal das Culturas foi cumprida, que era a instalação de dez lonas na cidade.

Por enquanto, não há planos de inauguração de novos espaços. Segundo o secretário Ricardo Macieira, só em 2007 foram realizadas mais de três mil atividades culturais nas dez Lonas Culturais, com uma frequência de público bastante expressiva, quase trezentas mil pessoas.

- As lonas não oferecem apenas atividades artísticas, mas também funcionam como um espaço de socialização e integração das diferentes comunidades, que participam diretamente da gestão do equipamento - comemora Macieira.

Os artistas que desejam se apresentar nos espaços podem encaminhar as suas solicitações diretamente para os gestores de cada Lona Cultural ou ainda pelo o e-mail [email protected]