Morre o cineasta Julles Dassin, aos 96 anos

Agência EFE

ATENAS - O cineasta de origem americana Jules Dassin, que dirigiu "Nunca aos Domingos", morreu hoje aos 96 anos, em Atenas.

Dassin, nascido em 18 de dezembro de 1911, em Middletown (Connecticut), dirigiu vários filmes noir, como "Rififi", "Topkapi" e "Fedra".

O diretor foi casado com a atriz grega Melina Mercuri, que morreu em 1994, quando era ministra da cultura, e era pai do cantor francês Joe Dassin, que morreu em 1980.

Dassin se viu obrigado a deixar os EUA no fim da década de 40 devido à caça contra artistas comunistas lançada pelo senador Joseph McCarthy.

Na época, o cineasta se refugiou na Europa, e, em Londres, rodou "Sombras do Mal".

Em 1957, dirigiu pela primeira vez Melina Mercuri em "Aquele que Deve Morrer".

Por causa deste longa, Melina Mercuri se casou com Dassin, com quem abriu a produtora Melina Films.

Pouco tempo depois, o cineasta filmou o aclamado "Nunca aos Domingos", depois adpatado para a Broadway.

Dassin também dirigiu filmes como "O Fantasma de Canterville", " "10:30 P.M. Summer" e "Up Tight!".

Quando sua mulher morreu, em 1994, Dassin criou a Fundação Melina Mercuri e promoveu a construção do Novo Museu da Acrópole, que terá uma sala especial para a reunificação dos mármores do Partenon.

Em fevereiro de 2007, o cineasta americano recebeu, das mãos do presidente grego Karolos Papoulias, a Ordem de Fêxix, por sua contribuição à difusão da cultura grega.