Justiça dá razão a Hollywood e nega Oscar a produtor de 'Crash'

Agência EFE

LOS ANGELES - Um Tribunal californiano deu razão a Hollywood e negou a um dos produtores de 'Crash - No Limite', excluído das indicações pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, o direito de ser reconhecido como vencedor do Oscar, informaram hoje veículos de comunicação locais.

"Crash' (2004) recebeu três estatuetas em 2006, entre elas a de melhor filme, mas o produtor Bob Yari nunca chegou a subir no palco do Teatro Kodak de Los Angeles para comemorar a vitória.

Para a Academia de Hollywood, o reconhecimento pelo trabalho realizado para o filme recaiu sobre o diretor e co-roteirista, Paul Haggis, e a produtora Cathy Schulman, que receberam as estatuetas na cerimônia.

Yari foi uma das seis pessoas que trabalharam na produção de "Crash' e decidiu ir à Justiça para receber o Oscar.

Ele alegou que sua exclusão na premiação de 2006 prejudicou sua reputação e pediu ao tribunal que obrigasse Hollywood a reconhecê-lo retroativamente como vencedor do prêmio máximo do mundo do cinema.

A Corte de Apelação do segundo distrito de Los Angeles decidiu contra o produtor na terça-feira, assim como já havia feito outro tribunal em 2006, na primeira tentativa judicial de Yari.

A resolução do juiz se baseou no direito das organizações privadas de tomar suas próprias decisões quando se trata de conceder prêmios.

O diretor-executivo da Academia, Bruce Davis, afirmou que esperava a sentença, à qual minimizou a importância, mas destacou que 'é ótimo se assegurar de que um tribunal não quer entrar no terreno de quem deve ganhar um Oscar'.

Yari, que fez parte da equipe da série de televisão baseada no filme 'Crash', qualificou a sentença como 'infeliz'.

O filme explora o racismo que acontece em Los Angeles através de diferentes histórias que se cruzam durante a trama.