Fotógrafo que retratou Bruni nua diz ter mais fotos, mas que não vende

Agência EFE

GENEBRA - O fotógrafo suíço Michel Comte, autor da foto nua da primeira-dama francesa, Carla Bruni, que será leiloada em 10 de abril pela casa de leilões Christie's de Nova York afirma que tem imagens da ex-modelo 'ainda mais explícitas', mas se recusa a vendê-las.

Em entrevista publicada hoje pelo jornal suíço 'Le Matin', Comte, que atualmente mora em Nova York, afirma ainda que não sabe como a foto, tirada em 1993, chegou à casa de leilões.

"Deve ter sido presente a alguém. Eu faço poucas cópias, três ou cinco, no máximo', ressalta.

O suíço garante que soube que a imagem estava à venda através da ligação feita pelo 'Le Matin', e lembra que tirou a foto ao final de uma sessão com a modelo para a revista 'Vogue' italiana em Paris ou em Nova York.

"Eu trabalhei com Carla durante dez anos. Fizemos milhares de fotos juntos: de moda, em sua casa da Itália, para o estilista Valentino.

Éramos amigos muito próximos e passávamos o tempo a bordo do Concorde', lembra o fotógrafo, de 53 anos.

Para ele, a fotografia em preto e branco que vai ser vendida por pelo menos US$ 3 mil 'é ela, é Carla, com sua fantasia'.

Comte diz que, na foto, a atual esposa do presidente francês, Nicolas Sarkozy, 'está nua, mas ao mesmo tempo deixa aflorar seu lado masculino. Diria-se que é um menino'.

"Parece que está se acariciando ou escondendo seu sexo: joga. Parece tímida, com seus pés voltados para dentro, e seu rosto tem a expressão de uma máscara, como que arrancada do resto do corpo', acrescenta.

Questionado sobre como ela é na realidade, afirma que 'é uma menina ótima. Muito correta. Sente-se muito bem consigo mesma e o mesmo com seus amantes. É verdade que os abandona, ou isso diz sua fama, mas quando estava com eles era completamente apaixonada, os mimava'.

Carla 'sempre guardou boas relações com eles, inclusive depois do término. Espero que a coisa vá funcionar com Sarkozy. E, além disso, se importa com o que as pessoas pensam ou falam dela', assegura.

Quanto ao preço de saída do

leilão, acredita que é baixo, pois algumas fotos suas alcançaram os US$ 180 mil, especificamente um nu que fez.

Mas acrescenta que nunca aceitou ganhar dinheiro e lucrar sobre essas fotos 'por princípio'.