Estréia: 'Sweeney Todd' é musical sem vida com enredo sem brilho

Carlos Helí de Almeida, JB Online

RIO - Para quem construiu a carreira com deliciosas histórias macabras, "Sweeney Todd: o barbeiro demoníaco da Rua Fleet" soa irresistível.

O enredo fala de canibalismo, gargantas cortadas e um punhado de personagens sorumbáticos, cegos pela necessidade de vingança.

Estranhamente, o musical de Stephen Sondheim parece sem vida (sem trocadilhos) e cor (literalmente) nas mãos de Tim Burton, um expert dos grandes e elaborados espetáculos cinematográficos de terror.

Aparentemente, o diretor de "Edward Mãos-de-Tesoura" e "A lenda do Cavaleiro Sem-Cabeça", só para lembrar alguns de seus maiores acertos, prioriza estilo em vez do conteúdo.

Em termos visuais, tudo é impressionante na trama do barbeiro inglês (Johnny Depp) que se associa a uma cozinheira (Helena Boham-Carter) na vingança contra aqueles que destruíram sua família. Mas a carência de pulsação compromete sensivelmente o interesse do espectador pela tragédia dos personagens.