'Onde os fracos não têm vez' é o filme do ano para críticos

Agência EFE

WASHINGTON - A Associação Nacional de Críticos Cinematográficos dos Estados Unidos elegeu nesta segunda-feira "Onde os fracos não têm vez" ("No country for old men"), de Joel e Ethan Cohen, como o melhor filme de 2007.

O espanhol Javier Bardem recebeu também o prêmio de melhor ator coadjuvante por sua atuação no filme. Ele representa o papel de um assassino implacável.

"Sangue negro" ("There will be blood") foi o outro grande vencedor da noite, com dois prêmios: melhor diretor (Paul Thomas Anderson) e melhor ator (Daniel Day-Lewis). O filme é inspirado no romance "Oil!", de Upton Sinclair, sobre um ambicioso empresário do setor do petróleo no começo do século passado.

O prêmio de melhor atriz foi para Julie Christie, por sua interpretação de uma mulher que enfrenta o mal de Alzheimer em "Longe dela" ("Away from her"). A melhor atriz coadjuvante foi Cate Blanchett, como o cantor Bob Dylan em "I'm Not There".

A associação concedeu o prêmio ao melhor documentário de 2007 a "No end in sight", de Charles Ferguson, sobre a Guerra do Iraque.

"Into the Wild", coberto de elogios da crítica e indicado em sete candidaturas, não recebeu nenhum prêmio. "Juno", que disputava seis prêmios, só recebeu o de melhor roteirista (Diablo Cody) e o de melhor comédia.

O drama francês "O escafandro e a borboleta" foi considerado o melhor filme estrangeiro. O prêmio de melhor animação foi entregue a "Ratatouille".

"Encantada" foi considerado o melhor filme para a família. O melhor ator jovem foi o menino afegão Ahmad Khan Mahmoodzada, no papel de um menor que é vítima de violação em "O caçador de pipas".

Os votos para a entrega dos prêmios foram dados por 41 dos 61 membros da associação, no sábado.