Fernando Magalhães, do Barão Vermelho, lança disco instrumental

Hugo Cals, Agência JB

RIO - Desde que o líder do Barão Vermelho, Roberto Frejat, passou a investir em sua carreira solo (ele já lançou dois álbuns), os outros integrantes do grupo passaram a trabalhar em outros projetos. Rodrigo Santos, baixista do grupo lançou recentemente seu primeiro álbum solo intitulado Um pouco mais de calma . Agora é a vez de Fernando Magalhães, guitarrista da banda, lançar seu trabalho independente batizado de Fernando Magalhães

Nascido Fernando Mendonça Magalhães, o mais novo de uma família de quatro irmãos, iniciou a carreira em 1982, quando integrou o grupo punk carioca 402, nele permanecendo de 1982 a 1984. Logo em seguida, passou a atuar pelo conjunto Páginas Amarelas, tendo lançado um extended-play pela PolyGram. Indicado pelo DJ, fotógrafo e produtor Maurício Valladares, então seu vizinho no Leblon, passou a integrar a banda Barão Vermelho em 1987. Entre 1989 e 1991, montou o grupo Cruela cruel, ao lado de Luiz Henrique Romanholli (jornalista do "O Globo") e César Nine (ex-Coquetel Molotov).

No ano de 1999, gravou, com o Barão , o CD "Balada MTV". Após lançamento do CD, passou a trabalhar com Gabriel, O Pensador e Kid Abelha. Em 2004 a banda retornou às atividades e lançou o CD "Acústico MTV" .Além do disco solo, Fernado está tocando guitarra ao lado do cantor inglês Ritchie, que ficou famoso por aqui com o sucesso dos anos 80 Menina Veneno , em seu novo projeto, que conta também com a participação do tecladista do Kid Abelha(outra banda que está de férias), Humberto Barros. Ele conversou com o JB Online sobre seus novos projetos, e explicou que as férias do Barão são normais, e que o grupo irá voltar em breve.

JB Online: Como foi a produção do trabalho solo? Ele é o seu primeiro? Ele é totalmente instrumental?

Fernando: Sim, este é meu primeiro disco solo, um conjunto de vários projetos que eu tive desde os anos 80. Ele é totalmente instrumental por que não me achei apto a cantar. Não me preocupei em ter letras nem em buscar algum cantor. Quanto a produção, eu começei a fazê-la sozinha e o Robert Lly pegou o disco do meio, e partir daí nós produzimos o disco juntos.

JB Online: No disco captei sonoridades de Joe Satriani a Van Halen. Quais são os guitarritas que você pode apontar como influências ?

Gosto bastante do Joe Satriani sim, mas não me sinto muito ligado ao Van halen, talvez pelo som da banda não sei. Sempre fui pelo som da banda. Tive uma ligação pelo conjunto. Nunca busquei exímios guitarristas. Pra citar um cara, que leva o instrumento ao outro ponto, eu acho que é o Steve Stevens, guitarrista do Billy Idol, o mais me influenciou com toda aquela sonoridade anos 80. Além dele também posso citar mestres como Keith Richards, Jimmy Page e Pete Townsend.

JB Online: Você sempre produziu novas bandas como fez há anos atrás com o Detonautas. Como andam os projetos para essa área? Como você prefere trabalhar? Como produtor, letrista ou instrumentista?

Fernando: Em janeiro, começo o quarto disco deles que vai se chamar Retorno do Saturno . Também estou produzindoo Sapienza, um cantor com o som bem pop rock. Pretendo seguir na produção, outro caminho que se abriu para mim, outra vertente bem interessas te. Sempre fui meio co-produtor do Barão , mas lá somos sete, com os Detonautas foi meio na cara e na coragem .Eu nunca tinha produzido nada, eles me chamaram e eu fui.Eles tiveram talentos e sorte, eles são bons músicos, que acreditaram no próprio som.

Eu sou compositor de veraneio, não sou como o Frejat, ou como o Mauro Santo Cecília, que se concentram pra isso, não sou uma pessoa assim. Eu acho que eu tenho alguma coisa, eu tenho uma veia de composição que eu gosto muito. Não a uso com muita freqüência, talvez acho que tenha que a exercitar mais.