Polícia recupera obras de Picasso roubadas em fevereiro na França

Agência EFE

PARIS - A Polícia francesa recuperou nesta terça-feira as três obras do artista espanhol Pablo Picasso que tinham sido roubadas em fevereiro na capital da França, no apartamento de uma de suas netas, e prendeu os supostos autores do delito.

Diana Widmaier-Picasso é a proprietária das obras que foram roubadas há quase seis meses e recuperadas pela Polícia "em bom estado", segundo declarou seu advogado, Paul Lombard, à agência Efe.

As duas pinturas de Picasso - com valor estimado em 50 milhões - são retratos de sua filha Maya, mãe de Diana, e de sua esposa Jacqueline Roque.

Trata-se de "Maya à la poupée", (1938), com 60x74 cm, e de "Portrait de Jacqueline" (1961), de 1,70x1,50 m.

"Maya à la poupée" é uma obra que mostra uma menina de mechas louras, trajando um vestido azul florido, com uma boneca e um pônei.

Maya é mãe de Diana Widmaier-Picasso e filha de Marie-Thérèse Walther, companheira de Picasso entre 1927 e 1944.

O artista conheceu Jacqueline Roque - que posou para várias telas do pintor - na década de 50, e se casou com ela em 1961.

A obra, em tons cinzentos, é um exemplo cubista.

O advogado declarou que duas pessoas foram presas durante a operação de recuperação das telas. Ainda não se sabe quando elas serão devolvidas para Diana Widmaier-Picasso.

No entanto, fontes policiais afirmaram que foram três detidos e que as investigações continuam porque há novos elementos.

A Polícia francesa acreditava que recuperaria as obras desde o início, já que, por serem de Picasso, as vendas no mercado de arte ficariam mais difíceis.

A família alertou aos especialistas e compradores de arte após o roubo, para evitar a venda dos quadros. A Interpol também foi acionada.

Os agentes especializados em roubo de obras de arte ficaram atentos e seguiram a pista que conduziu os policiais ao imóvel parisiense, onde estavam as peças.

As telas - que sempre pertenceram à família do pintor - poderão voltar ao apartamento de Diana Widmaier-Picasso num bairro elegante de Paris, de onde foram roubadas, apesar do local possuir sistema de segurança.

Não é de hoje que os ladrões cobiçam as obras de Picasso. Outras peças assinadas pelo artista (1881-1973) foram roubadas em diferentes ocasiões e lugares.

Marina Picasso - neta do pintor - teve 15 quadros roubados em sua casa de Cannes (França) em 1989, que apareceram dias mais tarde.

Em 2004, uma pintura de "natureza morta" do artista espanhol foi roubada do Centro Georges Pompidou e encontrada três meses depois.

O maior roubo na França ocorreu em 1976, quando foram subtraídas 118 obras do Museu de Avignon. Os ladrões também roubaram telas em Zurique (1994), Londres (1997) e Rio de Janeiro (2006).

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