Museu Tate Modern leva a Londres a tropicália de Hélio Oiticica

Agência JB

LONDRES -

A Tate Modern de Londres, o museu de arte contemporâneo mais visitado do mundo, abre amanhã ao público uma mostra do brasileiro Hélio Oiticica (1937-1980), a primeira individual do artista na Grã Bretanha nos últimos 35 anos.

A exibição, que se baseia na exploração das cores pelo artista brasileiro, inclui mais de 150 obras, trabalhos em papel, pinturas suspensas no teto, fantasias de carnaval e caixas com caracóis - grande parte fruto de pesquisas estéticas que Oiticica realizou antes de se exilar em Londres, em 1969.

Para a individual, a Tate promete montar, entre outras, as obras Grand Nucleus e Tropicália, marcos da arte brasileira cuja aquisição foi confirmada pelo museu londrino.

Serão exibidas também as famosas habitações fechadas que recriam espaços tropicais, com plantas, sons e areia.

Oiticica, considerado um dos artistas mais importantes da América Latina no período pós-guerra, morreu em 1980. Durante a década de 1960, o criador brasileiro passou alguns anos na capital britânica, quando realizou uma mostra na Whitechapel Gallery, em 1969, que incluía a Tropicália.

Além dessa peça, a Tate Modern informou a aquisição de quatro de suas esculturas e quatro obras em papel, que reforçam a coleção de arte latino-americana no museu. As compras foram feitas com ajuda do grupo Art Fund e doações privadas.

"Hélio Oiticica: The Body of Colour" acontece na Tate Modern de Londres entre 7 de junho e 23 de setembro.