Perfil Rodrigo Veronese, o adorável Lucas, de 'Paraíso Tropical'

Agência JB

RIO - Rodrigo Veronese é um cara difícil de achar, mas vale à pena. Depois de viver o tímido e decidido Lucas em 'Paraíso Tropical', ele está tendo que lidar com a procura e as especulações da mídia. Ele falou ao JB Online nesta sexta-feira, depois de receber uma ótima notícia: vai ficar na TV Globo. Teve seu contrato, que compreendia sua participação como Lucas, estendida por quatro anos. Não é para menos! A emissora está atolada de pedidos do público para que Rodrigo e Reneé de Vielmond, que interpretou seu par romântico na novela, voltem a trama. Rodrigo não está feliz só por ele, o paulista convicto atribui com toda generosidade, grande parte do seu sucesso ao apoio de sua família. A irmã (citada inúmeras vezes) seria não só o norte em momentos difíceis, como teria apartado o desânimo e enchido o ator de confiança, quando ficou tentado desacreditar de sua vocação. Vocação aliás que Rodrigo diz sempre saber que tinha. Desde a infância, fazendo vídeos caseiros, até a descoberta de que ao fazer comerciais, ele se denominaria um ator de comerciais e não só um modelo. O orgulho de sua trajetória são demonstrados sem um pingo de arrogãncia. Rodrigo também falou sem reservas do hiato sem trabalho, um período de dois anos nos quais ele incurssou no mundo acadêmico e investiu numa faculdade. Num papo doce e solto, ele falou sem reservas e sem reclamações. Disse não entender muito bem o interesse da mídia pela sua vida pessoal e muito menos as especulações, mas sabe que isso vem com o território conquistado.

JB Online: Qual é a sensação, depois que a sua participação em 'Paraíso Tropical', de ter seu contrato renovado por quatro anos?

Rodrigo Veronese: A animação, alegria, felicidade de fazer parte de um time são fantásticas. Minha família não podia estar mais feliz e orgulhosa, e eu não poderia estar mais satisfeito de poder proporcionar para eles essa satisfação. Minha família é tudo para mim. Minha irmã, Maíssa, meus sobrinhos, minha mãe...

JB Online: Como surgiu o convite para fazer o Lucas?:

Rodrigo Veronese: O André Reis e o Gilberto Braga me ligaram falando do Lucas. Eles descreveram o personagem e com toda generosidade do mundo disseram que o Lucas seria perfeito para mim. Foi um presente e um honra. Estava escrito e eu agradeço a Deus todos os dias por esse presente.

JB Online: Uma novela das oito, na Globo, no núcleo em que você estava com baluartes da televisão como Tony Ramos, Vera Holtz, Renné de Vielmond, é um desafio maior do que só a interpretação? Como foi gravar com essas pessoas?

Rodrigo Veronese: Sobre a Reneé, o que eu posso falar é mais do que um elogio a seu talento como atriz. O Lucas não teria sido o que foi sem a Ana Luiza, sem a química dos personagens, sem a nossa complementação. Nossos personagens funcionaram tão bem juntos, por esse conjunto da obra. Sobre a Reneé é pouco dizer que ela é talentosíssima, um ser humano fantástico. Como era também o elenco todo. Sempre sonhei em trabalhar com o Tony, e aprender com ele, contracenando com esse ator que dispensa comentários é uma escola para a vida toda. Ele foi um professor no sentido literal da palavra, além de ser excelente pessoa. No Fábio descobri um garotão, um amigo, que me deu força, que saia comigo, construímos uma relação de amizade fora de cena também. Novela é uma loteria e, por uma inspiração divina, tirei a sorte grande nesse trabalho.

JB Online: O padrão Globo de qualidade faz diferença?

Rodrigo: Eu sou muito grato a todas as chances que recebi durante minha carreira. Todas as emissoras hoje são pólos de talentos, não menosprezo nada dentro da minha trajetória. Foram chances, pessoas que apostaram em mim, equipes maravilhosas em todos os lugares em que trabalhei. Na Record fiz cinco novelas. No SBT tive a chance como protagonista. Adoro futebol e faço a seguinte comparação. Trabalhei para fantásticos times da primeira divisão, agora estou na seleção brasileira. A Globo é fantástica porque faz isso há muito tempo. Ela sabe fazer novela melhor do que ninguém, porque tem a experiência para mostrar.

JB Online: Agora com o contrato renovado você tem a segurança para investir em outras áreas, como teatro, produção, e cinema. Qual é o seu próximo passo?

Rodrigo: Agora está na hora de ousar. Sou um cara muito conciente, muito calmo, sempre tentei me manter tranqüilo por que não acredito em desespero. Mas tenho um grande sonho de fazer cinema, e vou aproveitar a visibilidade que esse papel me deu para explorar ofertas.

JB Online: Você quer fazer cinema só aqui ou pretende investir em uma carreira no exterior?

Rodrigo: Quero trabalhar aqui! Acredito no cinema brasileiro, no público que me conhece. Quero alegrar minha platéia aqui, dar orguho ao meu país, muita coisa boa pode ser feita no Brasil, já provamos isso, e eu gostaria de fazer parte deste grupo que investe na produção nacional e que prioriza o cinema nacional.

JB Online: Você falou da importância da sua família. Como é sua relação com eles?

Rodrigo: Minha irmã é fantástica, uma guerreira, que me apoia sempre, que me incentiva constantemente. Eles, todos, sempre me deram todo o apoio para fazer o que eu quissesse no momento, tendo a absoluta certeza que o sucesso chegaria.

JB Online: O que o Lucas tem do Rodrigo e o que o Rodrigo teve que aprender para fazer o Lucas?

Rodrigo: O Lucas tem uma sintonia fina com o feminino, muito legal. Ele entende por que respeita, por que se sente à vontade sendo carinhoso, sem ser piegas, firme, mesmo com obstáculos, sem parecer que estava forçando a barra. Eu tenho muito disso, me entrego ás relações e tento oferecer o melhor melhor nelas. Foi díficil, fisicamente. A postura, o jeito de vestir, a maneira de se colocar do Lucas são completamente diferentes das minhas. São um cara tranquilão, largado, que gosta de chinelo, que não usa terno...

JB Online: Um paulista no Rio. Como foi viver num ambiente tão diferente do seu de origem, já que você descreveu como um paulista convicto?

Rodrigo: Fiz uma imersão no Rio de Janeiro. Vivi uma solidão deliciosa em alguns momentos e angustiantes em outros. Perdi a conta de quantas noites fui dormir sozinho e acordei sozinho nesses cinco meses. Em São Paulo eu conheço muita gente, me sinto em casa em qualquer lugar, é mais difícil aqui. E não é por que eu seja baladeiro, gosto de uma noite mais alternativa, que eu São Paulo fica na Vila Madalena, onde eu moro.

JB Online: E onde se pode encontrar o Rodrigo em São Paulo?

Rodrigo: Eu adoro boteco, MPB, choro, a Vila é cheia dessa boêmia artistística, minha tribo é essa.

JB Online: O Rio é cheio de lugares assim, e você está solteiro numa das cidades gente bonita em todo lugar, onde você saiu por aqui?

Rodrigo: Adorei o baixo Gávea, a Lapa, Santa Tereza... Minha pegada é mais natural, gosto de mulheres naturais, de cara limpa e chinelo rasteiro, esses lugares tem haver comigo e com o tipo de mulher que eu procuro. Estou solteiro, mas não vivo uma vida de monge.

JB Online: Você já morou junto duas vezes, mas não casou, seu romantismo não te levou para o altar ainda por quê?

Rodrigo: Quando me apaixono, caio de cabeça, não deixo pessoas pelo caminho, invisto em relações, acredito até o fim, mas não acredito em institucionalizar amor. Brinco que se casamento fosse bom, não precisava de contrato, mas isso não quer dizer que eu não vá me entreguar quando eu achar que devo.