'O Amor Pode Dar Certo' destaca paixão perto da morte

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SÃO PAULO - No drama romântico 'O Amor Pode Dar Certo', com estréia em São Paulo, Rio, Belo Horizonte e Brasília, a paixão parece ser o antídoto para superar a depressão da espera pela morte.

Os personagens centrais são Griffin (Dermot Mulroney) e Phoenix (Amanda Peet). Ele descobre que tem uma doença degenerativa nos pulmões e não lhe resta muito tempo de vida. Depois de uma fracassada tentativa de recuperar sua ex-mulher e ganhar a confiança dos filhos, decide abandonar tudo e levar uma vida pouco regrada num bairro boêmio.

Phoenix entra em sua vida quando o rapaz começa a cursar aulas na Universidade de Nova York. Ele participa de um curso de psicologia sobre a morte. Lá eles se conhecem e se apaixonam. Griffin está disposto a aproveitar vida e fazer tudo o que sempre quis, como pular de um trem em movimento e entrar num cinema sem pagar pela porta de serviço.

Ela também se apaixona por ele, que não revela estar com os dias contados. Phoenix é uma moça solitária, que trabalha muito e praticamente não tem amigos. A entrada de Griffin em sua vida representa um novo fôlego.

Ela também tem um segredo: está doente, não vai viver muito, mas não conta isso ao seu novo namorado. Os dois começam a viver plenamente até que a verdade vem à tona. Griffin e Phoenix agora têm que lidar com outros problemas, sem perder a vontade de viver.

Dirigido pelo estreante Ed Stone, 'O Amor Pode Dar Certo' é um 'Love Story' duplo, em que os dois personagens colocam seu amor acima de tudo para enfrentar o medo do inevitável. O longa é uma refilmagem de uma produção para a televisão, chamada 'Uma Lição de Vida', dirigida por Daryl Duke, o mesmo da série 'Pássaros Feridos'.

A história é romântica, mas sem muita profundidade no desenvolvimento da trama ou dos personagens. Ainda assim, o roteiro encontra um final digno, sem fazer apelações.