Filarmônica de Berlim se arrepende de seu passado nazista

Agência ANSA

ROMA - Mais de 60 anos após o final da Segunda Guerra Mundial, a Orquestra Filarmônica de Berlim, uma das instituições musicais mais prestigiosas do mundo, se arrependeu publicamente de seu passado nazista entre 1933 e 1945, e declarou que busca esclarecer o comportamento controverso de seu diretor musical da época, o célebre maestro Wilhelm Furtwaengler.

Na apresentação para a imprensa do programa de 2007-2008 da orquestra, a diretora executiva Pámela Rosenberg explicou que "até agora ainda não se esclareceu plenamente a história da Filarmônica sob o nacional-socialismo".

Nos próximos meses, o aclamado Mischa Aster, em colaboração com a orquestra, publicará um manual que analisa com precisão esse período histórico. Ao mesmo tempo, a Filarmônica prepara uma mostra e filmagens para a televisão pública.

Furtwaengler é considerado um dos maiores diretores de orquestra de todos os tempos, junto com Arturo Toscanini e Herbert von Karajan. Logo após a guerra foi acusado pelas forças norte-americanas de ter nutrido simpatia pelo regime hitleriano, mesmo havendo documentos que comprovam sua discordância total em relação à linha anti-semita do partido.