Cicciolina diz em autobiografia que não se arrepende de nada na vida

Agência EFE

ROMA - A atriz pornô Cicciolina não se arrepende de nada do que fez em sua vida, diz na autobiografia que lançará no dia 24 de abril, intitulada 'Per amore e per forza'. Cicciolina, de 55 anos, cujo nome verdadeiro é Ilona Staller, disse em entrevista publicada hoje pelo semanário italiano "L'Espresso' que sua personagem 'não era uma representação', mas que se mostrava como realmente era:

- Uma garota espontânea, que gostava de sexo, de exibir seu erotismo e de transgredir o senso de pudor.

A atriz, de origem húngara, declarou ainda que, com Cicciolina, ajudou a 'deslocar a linha do comum senso de pudor' numa Itália "falsamente puritana e clerical'. Hoje, ela diz que sua relação com a pornografia acabou, já que se dedica ao seu filho de 14 anos, que teve o acesso a sites de sexo na internet bloqueado devido ao 'risco de encontrar vídeos da mãe'.

Na entrevista, a ex-deputada do Parlamento italiano, que afirma nunca ter sido amada, define sua vida como 'muito tormentosa e muito divertida', mas, na autobiografia, ela não relata suas experiências sexuais, sob o argumento de que não quis fazer 'um livro de fofocas'.

No entanto, na obra, Cicciolina conta que uma vez, quando estava em Las Vegas, ela e a também atriz pornô Moana Pozzi foram procuradas por dois sujeitos 'de traços asiáticos para um trabalho muito particular": tinham que ir até o Irã, o país de origem dos homens, 'para iniciar no mundo do amor ao filho do rei'. O filho, segundo o semanário italiano, era Ciro Pahlevi, e com ele a atriz viveu uma 'aventura incrível, no estilo 'As mil e uma noites''. No tempo que passou ao lado do herdeiro persa, Cicciolina ganhou "uma grande quantidade de jóias', as quais depois deu à mãe para que vendesse na Hungria.

A atriz declarou ainda que gostaria de voltar à política e que fosse rodado um filme sobre sua vida: com 'uma menina belíssima e um pouco ingênua, como eu era, rodeada por um mundo de imbecis'.