Corpo de Zeffirelli será velado em Florença nesta terça

Cineasta italiano faleceu no sábado (15) em Roma aos 96 anos

O funeral do cineasta italiano Franco Zeffirelli , que morreu ontem (15) em Roma aos 96 anos, será realizado a partir das 11h (horário local), na próxima terça-feira(18), no Duomo de Florença.

Segundo apuração da ANSA, o arcebispo de Florença, cardeal Giuseppe Betori, celebrará o rito fúnebre. Ao contrário do que sua família anunciou, a capela ardente não será instalada em Roma amanhã, mas na famosa sala dos Quinhentos do Palazzo Vecchio de Florença. "Todos poderão cumprimentá-lo em sua Florença", disse Dario Nardella, prefeito da capital da Toscana, cidade onde Zeffirelli nasceu em 12 de fevereiro de 1923.

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Zeffirelli (Foto: reprodução redes sociais)

Além disso, de acordo com a Fundação do diretor do clássico "Romeu e Julieta", a cerimônia contará com o coro musical da Catedral de Florença, dirigido por Michele Manganelli. O artista italiano será enterrado na capela do cemitério florentino das Portas Sagradas, em San Miniato al Monte. No local será proclamado luto, informou Nardella.

Os funerais realizados na catedral de Santa Maria del Fiore são uma exceção para grandes personalidades do século: a última cerimônia ocorreu quando faleceu o poeta Mário Luzi, em 2 de março de 2005; anteriormente, em 7 de novembro de 1977, o rito fúnebre no Duomo foi dirigido a Giorgio La Pira, o "prefeito sagrado" de Florença. Zeffirelli morreu em sua casa, no Appia Antica, por volta das 12h (horário local), em decorrência "de uma longa doença que se agravou nos últimos meses", informou a família do diretor.

Ele estava acompanhado por seus dois filhos adotivos, Pippo e Luciano, um médico e o padre da igreja de San Tarcisio quando faleceu. Cerca de uma semana atrás, ele, que sofria de pneumonia há muito tempo, recebeu os últimos sacramentos.

O cineasta alcançou a fama internacional ao dirigir filmes como "La Traviata", Romeu e Julieta (1968) e "Jesus de Nazaré".

Além da famosa história de amor entre dois jovens das famílias rivais Montecchio e Capuleto, ele também dirigiu outros clássicos de William Shakespeare, como A Megera Domada e Hamlet.

Ao longo de sua carreira, Zeffirelli também dirigiu óperas e peças de teatro. Entre seus trabalhos mais recentes está uma encenação de uma nova "Traviata", que inaugurará a temporada do festival de ópera na Arena de Verona, no próximo dia 21 de junho. Já no cenário político, foi eleito duas vezes senador em Catânia e um dos poucos artistas que apoiaram publicamente o ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi, do Forza Italia (FI), partido que representou de 1996 a 2001.

O italiano foi fruto de um caso extraconjugal entre sua mãe, que era estilista e casada com um advogado, e um cliente vendedor de tecidos.

Ontem(15), diversas personalidades prestaram homenagem a Zeffirelli, um dos principais cineastas da Itália. O primeiro-ministro da Itália, Giuseppe Conte, lamentou a morte do gênio do cinema.

"Profunda emoção pelo desaparecimento do mestre Franco Zeffirelli. Embaixador italiano do cinema, da arte e da beleza.

Um grande diretor, roteirista, cenógrafo. Um grande homem de cultura", escreveu no Twitter.

Já o ministro italiano da Cultura Alberto Bonisoli, classificou Franco como "um gênio do nosso tempo".

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