Livro que celebra direitos humanos ganha novos ilustradores

A duas semanas do fim da campanha de crowdfunding do livro "Livres e Iguais!", que celebra os 70 anos recém-completados da Declaração Universal dos Direitos Humanos -ela termina em 8 de maio-, o projeto anuncia a participação de dois novos artistas: Angeli, colaborador da Folha de S.Paulo, e Henri Campeã, designer gráfico.
Os dois se juntam a um time de outros 28 artistas para interpretar os 30 artigos do documento, que inspiraram Constituições mundo afora e versam sobre questões como educação, liberdade e segurança.
Acompanhados de textos que explicam cada um dos artigos de forma didática, os desenhos viraram cartões-postais destacáveis no livro, idealizado pela Editora MOL (vencedora do Prêmio Empreendedor Social em 2018) em parceria com o Quebrando o Tabu e a ONG Nossas.
"Nas eleições, percebemos que as pessoas não entendiam muito bem o conceito de direitos humanos", conta Roberta Farias, uma das responsáveis pela MOL, que já doou mais de R$ 28 milhões para 52 organizações sociais com seus projetos socioeditoriais.
"Como grande parte do material relacionado ao documento é muito técnico, concluímos que o melhor jeito de apresentá-lo era através de desenhos."
Mais do que explicativas, no entanto, as ilustrações de "Livres e Iguais!" põem em xeque a distância entre os preceitos da carta e a realidade de muitos países signatários, como o Brasil.
E podem ser vistas não só no livro (que sai por R$ 25, incluindo o frete, no site da campanha no Catarse) como também em pôsteres, bótons, adesivos, tatuagens, bandeiras e sacolas assinadas por nomes como os dos cartunistas da Folha Laerte e André Dahmer -cujas criações especiais já estão esgotadas- ou de Thereza Nardelli, autora do "Ninguém Solta a Mão de Ninguém". As recompensas extras começam em R$ 49.
Dos R$ 125 mil da meta para a publicação da obra, ainda falta arrecadar um pouco menos da metade. O dinheiro será revertido em doações para o movimento #NinguémFicaPraTrás, que apoia grupos vítimas de crimes de intolerância e ódio, além de outras dez organizações.
"A ideia é estabelecer uma conversa na sociedade, por isso os cartões-postais destacáveis", diz Farias. "A luta pelos direitos humanos não é de um nicho ou de uma minoria, mas de todo mundo."