Preguiça e previsibilidade travestidas de humor: confira a crítica de 'As Ineses'

Troca de bebês sempre foi um assunto discutido em produções de viés dramático, mas o diretor e roteirista Pablo José Meza, de "A velha dos fundos" (La vieja de atrás - 2010), optou pela comédia quase pastelão em "As Ineses" (Las Ineses - 2016). Contando com os brasileiros André Ramiro e Rafael Sieg no elenco, o filme mostra a dúvida da paternidade sob a ótica de duas famílias vizinhas e de mesmo sobrenome, Garcia, cujas esposas vão juntas para a maternidade, onde recebem uma menina loira e outra morena.

Com estética de TV, o longa se desenvolve em ritmo acelerado, atropelando a trama e as mudanças ocasionadas pelo tempo. Isto pode ser observado inclusive na caracterização, pois nove anos após a confusão no hospital os adultos continuam idênticos. Não há preocupação com o processo de envelhecimento dos personagens nem com o figurino, somente com suas reações numa época em que testes de DNA não eram acessíveis a todos.

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"As Ineses" têm estética de TV (Foto: Divulgação)

"As Ineses" levanta a bandeira de que pais são aqueles que criam e dão amor às crianças, independente dos laços de sangue, mas o faz de forma preguiçosa e previsível.

Membro da ACCRJ

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AS INESES: ** (Regular)

Cotações: o Péssimo; * Ruim; ** Regular; *** Bom; **** Muito Bom