Força poética universal: confira a crítica de 'Slam - Voz de levante'

Os pilares da cultura universal foram construídos pela tradição oral. A poesia falada remonta gregos, africanos e indígenas. “Slam – Voz de levante”, de Tatiana Lohmann e Roberta Estrela D’Alva captura a força do manifesto que une civilizações. O documentário, que celebra os dez anos da chegada do movimento ao Brasil, é conduzido por Estrela D’Alva, apresentadora das competições de Poetry Slam. As batalhas performáticas de poesia com temática social e política são retratadas em eventos no Brasil, Estados Unidos e França, culminando na Copa do Mundo de Slam, em Paris.

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Luz Ribeiro na Copa do Mundo da Poesia em "Slam" (Foto: Divulgação)

A montagem de Lohmann explora sons diversos que se completam como um avião tocando o solo e o batidão do funk. Essa é uma das contribuições para a atmosfera multicultural além dos idiomas e muitas vezes reforçada por gestos e atitudes, entre elas, a performance internacional da poeta Luz Ribeiro, num jogo poderoso da palavra para temáticas raciais e de gênero.

Premiado no Festival do Rio de 2017 e no Festival Internacional Mulheres, “Slam” é para ser visto e ouvido como resgate da força poética em manifesto. Como destacou o modernista Oswald de Andrade, nos anos de 1920, em forma de oração: “Dai-nos Senhor, a poesia de cada dia”.

* Membro da ACCRJ 

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Slam – Voz de levante: **** (Muito Bom)

Cotações: o Péssimo; * Ruim; ** Regular; *** Bom; **** Muito Bom