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Cultura

Homenagem no Festival do Rio - "Pixote: A lei do mais fraco"

Jornal do Brasil ANA RODRIGUES*, especial para o JB

Restaurado pela The Film Foundation, de Martin Scorsese, a obra de 1981 de Hector Babenco (1946-2016), permanece atual. O diretor abre o filme, situando a vida do ator de Pixote, Fernando Ramos da Silva, em uma comunidade paulista. Revivendo o Neorrealismo, denuncia o sistema perverso na Febem e depois, na fuga, a tentativa dos garotos de formarem uma família. O menino de olhos tristes encontra na prostituta Sueli, de Marília Pêra, a figura materna. Babenco reproduziu a sagrada Madona, com Pixote e Sueli. Fernando Ramos morreria anos depois executado por policiais.

Em 2004, o crítico Roger Ebert observou que Babenco não estava conduzindo seus personagens, mas seguindo-os. De fato, o diretor captou a humanidade de pessoas que o Brasil finge não ver. Amanhã, às 18h10, Instituto Moreira Sales.

* Membro da ACCRJ



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