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UBC homenageia vida e obra de Erasmo Carlos

Segunda edição do Prêmio Compositor Brasileiro é dedicado a trabalho do Tremendão

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Autor de mais de 800 músicas, só ou em parceria, Erasmo Carlos recebe hoje o Prêmio Compositor Brasileiro deste ano, da União Brasileira dos Compositores, em cerimônia à noite, na sede da entidade, no Centro.

O Tremendão é o segundo compositor a receber o prêmio, criado no ano passado e concedido, em sua primeira edição, a Gilberto Gil.

“Erasmo Carlos forma, junto com Roberto, nossa dupla John Lennon e Paul McCartney. E no seu trabalho solo, Erasmo também se consolidou como compositor incisivo, particular, generoso. Seu nome foi acolhido com unanimidade pelo Conselho Diretor da UBC para o Prêmio Compositor Brasileiro 2018. Uma honra para a nossa sociedade ter Erasmo por perto”, elogia Marcelo Castello Branco, diretor executivo da UBC, maior sociedade de gestão coletiva de direitos autorais do país, criada em 1942 por Ary Barroso (1903-1964).

A cerimônia, que também celebra os 20 anos da atual lei de direitos autorais do Brasil, terá apresentações musicais e outras premiações, como o Troféu Fernando Brant – em homenagem ao principal letrista do Clube da Esquina, morto em 2015, aos 68 anos, que também presidiu a UBC.

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Segundo premiado pela UBC, Erasmo lançou, neste ano, o álbum Amor é isso, com músicas inéditas e releituras (Foto: Guto Costa/Divulgação)

Principal parceiro de Roberto Carlos em canções de diferentes estilos, Erasmo passou, ao longo das anos, a consolidar diversas colaborações com diversos compositores.

Lançado neste ano, seu álbum mais recente, “Amor é isso”, tem músicas compostas por ele com autores que vão de Arnaldo Antunes a Emicida, de Samuel Rosa a Adriana Calcanhotto, além de gravar uma música de Marcelo Camelo, que já havia escrito “Para falar de amor”, em 2001.

Junto com Dadi, Erasmo ainda retoma a parceria, em “Convite para nascer de novo”, com Marisa Monte, com a qual já compusera “Mais alguém na multidão” – esta, dele, Marisa e Carlinhos Brown.

Além da união, as composições conjuntas tiveram diferentes combinações – de Arnaldo e Emicida, ele ganhou letra para suas melodias. Já Adriana e Samuel colocaram música em poemas que Erasmo escrevera.

A formação mais “clássica”, porém, é mesmo junto ao colega da Jovem Guarda. Com Roberto Carlos, Erasmo escreveu sucessos de sua carreira )“Minha Fama de Mau”, “Gatinha manhosa”, “Coqueiro verde”, “Grilos”, “Cachaça mecânica”, “Sou uma criança, não entendo nada” etc.) e do parceiro – incluindo o hino “Emoções”, além de “Detalhes”, “Quero que tudo vá pro inferno”, “Eu te darei o céu”, “As curvas da estrada de Santos”, “Todos estão surdos” e tantas outras. Ainda há parcerias que viraram sucesso nas vozes em ambos, como “É proibido fumar”, “Festa de arromba” e “Sentado à beira do caminho”.



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