Caderno B: Confira #Dicas de discos

Alma lúdica

O bandolinista Daniel Migliavacca usa o choro como trampolim para lançar-se em um universo instrumental que passa por jazz, erudito, samba e MPB mais tradicional. Produzido por Arnaldo DeSouteiro, seu quinto álbum traz oito (de dez) composições inéditas, com participações do trombonista Raul de Souza, do saxofonista Eduardo Neves, do acordeonista Alessandro Kramer, do violonista Marcel Powell e do percussionista Caíto Marcondes. Migliavacca apresenta o resultado ao vivo no Rio no dia 17 de outubro, em show na Sala Baden Powell, em Copacabana, às 20h.

Espelho de Maria

O novo disco de Olivia Hime pode ser a mais ambiciosa obra de sua carreira. São três suítes distintas, cada uma dedicada a um compositor que marcou sua trajetória: Dori Caymmi, Edu Lobo e, claro, Francis Hime. Os elaborados arranjos são assinados por Francis, Dori, Paulo Aragão e Jaime Alem, mas a concepção do formato e a seleção do repertório foi toda de Olivia. Interlúdios instrumentais separam as elegantes reinterpretações de músicas como “Violeiro”, “Amazonas” (de Dori), “Choro bandido”, “Canção do amanhecer” (Edu) e “Atrás da porta” e “O amor perdido” (Francis).

Beth Carvalho

Embora a Sony Music já viesse disponibilizando diversos títulos da discografia da sambista nas plataformas de streaming (Spotify, Deezer e Apple Music), agora finalmente são lançados os de seu período áureo, entre 1976 a 1987. A começar por “De pé no chão”, álbum que completa 40 anos e que apresentou a turma do Cacique de Ramos. Também chegaram às plataformas “No pagode” (1979), “Beth” (1986), “Ao vivo em Montreux” (1987), marco em sua carreira internacional, e as coletâneas “Vou festejar” e “Toque de malícia”.