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Venom, o conselheiro amoroso: confira crítica de 'Venom'

Jornal do Brasil ANA CAROLINA GARCIA*, Especial para o JB

Filme de origem de um dos maiores inimigos do Homem-Aranha, “Venom” (Idem – 2018) entra em cartaz como uma das principais apostas comerciais de 2018. Sob a direção de Ruben Fleischer, de “Zumbilândia” (“Zombieland” – 2009), o longa aposta na ação desenfreada para esconder as falhas do roteiro, oferecendo uma trama desprovida de conteúdo que não se sustenta por quase duas horas de duração.

Referenciando visualmente filmes como “Alien – o oitavo passageiro” (“Alien”, 1979) e “O exorcista” (“The exorcist”, 1973), “Venom” desperdiça talentos como Tom Hardy (Eddie Brock/Venom) e Michelle Williams (Anne Weying), sobretudo ao transformar o alienígena em uma espécie de conselheiro amoroso de seu hospedeiro.

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A atuação de Tom Hardy (nos papéis de Brock e Venom) é o ponto alto na adaptação da obra de McFarlane (Foto: Divulgação)

No entanto, o maior problema de “Venom” é não ter coragem suficiente para ser um filme voltado para o público adulto, como “Logan” (2017) teve, apostando no humor simplório que nem sempre funciona. Com isso, mantém o padrão de qualidade Marvel somente nos quesitos técnicos.

*Membro da ACCRJ

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VENOM: ° (Péssimo)

Cotações: o Péssimo; * Ruim; ** Regular; *** Bom; **** Muito Bom



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