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Família de Charles Aznavour cede e aceita funeral 'nacional'

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A França realizará um "funeral nacional" nesta sexta-feira (5) para Charles Aznavour, cantor morto na última segunda (1º), aos 94 anos. A cerimônia, pedida por celebridades, figuras políticas e por todo o Parlamento francês, acontecerá no Hôtel des Invalides, em Paris, e terá um discurso do presidente Emmanuel Macron.

A família do chansonnier estava relutante em relação à cerimônia, que a princípio seria somente para os mais íntimos, mas acabou cedendo à vontade da maioria. No entanto, o funeral não será tão grande quanto o realizado no ano passado para o músico Johnny Hallyday.

Velório

Imaginando seu velório, Aznavour tinha dito em uma entrevista: "Quero que seja breve, porque quando dura horas enche o saco". O cantor afirmara ainda que não queria condolências, mas que "as pessoas estivessem felizes por estar vivas". Talvez por isso não tenha ido ao funeral de Hallyday, quando Paris parou para dizer adeus ao músico.

Já entre as personalidades que pediram a cerimônia, estão o ex-presidente francês François Hollande, o ex-ministro da Cultura Jack Lang, a cantora Sylvie Vartan e a filha do ex-mandatário Jacque Chirac, Claude.

Carreira de Aznavour

Aznavour, que fez mais de 1,3 mil canções e 80 filmes em 70 anos de carreira, tinha uma família grande, já que se casou três vezes, deixando seis filhos e muitos netos. Segundo os médicos legistas, ele faleceu de "edema pulmonar, que provocou um colapso cardiorrespiratório". 

O cantor tinha um show programado para 26 de outubro, em Bruxelas, na Bélgica.



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