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Gargalhadas tamanhos GG: confira crítica de 'Pépequeno'

Jornal do Brasil RODRIGO FONSECA *, Especial JB

Calçado em diálogos bem-humorados, que soam ainda mais engraçados nas cópias dubladas, por conta da inteligente adaptação das gags para a língua portuguesa, “PéPequeno” executa com eficiência espartana o papel de comédia, nestes tempos de seca do gênero. Releitura em computação gráfica do livro “Yeti tracks”, de Sergio Pablos, esta animação estimada em US$ 80 milhões, e focada no choque entre culturas, consegue preencher todos os requisitos exigidos por aventuras infanto-juvenis. Mas é no humor que ela se diferencia.

Macaque in the trees
Intekigente adaptação para o português faz da animação "PéPequeno" uma comédia eficiente e oportuna (Foto: Divulgação)

Na trama dirigida por Karey Kirkpatrick (do genial “Os sem floresta”), com codireção de Jason Reisig, uma tribo de ietis - nome dado ao Abominável Homem das Neves, ao Pé Grande – vive blindada das demais civilizações, assombrada por lendas de monstros de pés pequenos. O clima de paranoia lembra “A vila” (2004), de Shyamalan. Mas quando um rapaz esbarra com o ieti Migo (na voz de Channing Tatum lá fora e, aqui, no gogó de Marcelo Garcia, que dubla o Relâmpago McQueen, na franquia “Carros”) as tradições serão desafiadas.

Há um quinhão de Brasil no filme, cuja direção de arte trata as cores com suavidade: a música foi composta por Heitor Pereira, que já tocou com Simply Red e criou arranjos para Sting. Na dublagem, Luiz Carlos Persy dá um show emprestando o vozeirão ao Guardião da Pedra, o cacique dos ietis.

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PÉPEQUENO : *** (Bom)

Cotações: o Péssimo; * Ruim; ** Regular; *** Bom; **** Muito Bom



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