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Direto do túnel do tempo: confira crítica de 'Traffik'

Jornal do Brasil FRANK CARBONE, Especial para o JB

Um telefilme dos anos 1980. Uma "superprodução" americana dos anos 1990 feita para lançar uma estrela hollywoodiana. Se você é um fã de Farrah Fawcett ou da Julia Roberts de “Dormindo com o inimigo”, acabou de achar seu programa de fim de semana. Travestido de feminista, “Traffik” é exatamente o oposto, e também uma diversão antiquada repleta de estereótipos e repetitivo do início ao fim.

Macaque in the trees
Clichê e travestida de feminista, "Traffik" é uma produção antiquada (Foto: Divulgação)

Um jovem casal planeja um fim de semana numa casa espetacular nas montanhas e já no caminho encontra problemas com motoqueiros. Ao chegar lá, um outro casal amigo acaba se unindo a eles e não demora até que se descubra que os motoqueiros não são baderneiros-padrão, mas uma trupe de bandidos da pior espécie que começa a persegui-los com intuitos homicidas.

Praticamente nada se salva, nem a dita diversão. Pela sinopse acima, já se imagina todo o longa na leitura e nada é acrescentado, técnica ou dramaturgicamente. Já os defeitos se acumulam, de clichês presentes em todas as cenas a erros de continuidade diversos e um elenco que tem pouco a fazer além de correr, gritar e sangrar. Incrível como um filme tão “velho” encontre espaço no nosso circuito tão apertado.

*Membro da ACCRJ

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TRAFFIK: ° (Péssimo)

Cotações: o Péssimo; * Ruim; ** Regular; *** Bom; **** Muito Bom



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