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Cultura

Um thriller com pressão baixa: confira crítica de 'Mile 22'

Jornal do Brasil RODRIGO FONECA *

Diante da escassez de filmes de ação “puro sangue”, sem chanchada nem fantasia, “22 milhas” parece exuberante, em seus 20 minutos iniciais, por conta: a) da tensão com que a montadora Melissa Lawson Cheung e seu parceiro Colby Parker Jr. costuram a edição; b) da retidão que Mark Wahlberg carrega no olhar. Mas a frustração chega logo, pois a direção foi confiada a Peter Berg. Ator e prolífico realizador, ele fez sucessos como “Bem-vindo à selva” (2003), com The Rock, e “Hancock” (2008), com Will Smith, provando ser mais eficiente em intrigas políticas do que no grafismo exigido por tramas violentas.

Sua obra como cineasta ensaiou uma guinada com “O reino” (2007), com Jamie Foxx, que patinou nas bilheterias, mas alvejou em cheio fraquezas morais do governo George W. Bush. Competente (mas não mais do que isso) na construção de sequências de luta e combate armado, Berg, por vezes, aposta em uma linha Costa-Gavras (diretor de “Z”) e se joga em thrillers políticos (o que é caso deste longa com Wahlberg), mas se afoga ora num ufanismo cego, ora em uma crítica institucional superficial.

O eixo dramático de “Mile 22” são os esforços da equipe tática do agente especial Silva (Wahlberg, dublado com brilho por Marco Antonio Costa no Brasil) para retirar um policial da Indonésia, protegendo-o de criminosos que ele prometeu delatar. A exfiltração do tira será feita por uma rota que prometia mil perigos, mas que, na tela, mostra-se insossa pela inabilidade de Berg para manter a pressão nas alturas. 

* especial para o JB

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MILE 22: ** (Regular)

Cotações: o Péssimo; * Ruim; ** Regular; *** Bom; **** Muito Bom



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