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Juventude política: confira a crítica de 'Camocim'

Jornal do Brasil RUDNEY FLORES*, Especial para o JB

Lançado em momento oportuno do período eleitoral, o documentário “Camocim”, de Quentin Delaroche, destaca a campanha para as eleições municipais de uma pequena cidade do sertão de Pernambuco, em 2016.

O foco são os jovens Mayara e César, que decidem encarar o processo eleitoral de Camocim de São Félix. Ela, idealista, personagem interessante do filme, leva tudo muito a sério e se engaja na campanha do amigo, candidato a vereador. Em contrapartida, o rapaz parece estar mais se divertindo com a empreitada, fazendo vídeos ou cantando ele mesmo os jingles de campanha.

Macaque in the trees
Documentário destaca a campanha eleitoral em cidade do sertão de Pernambuco (Foto: Divulgação)

Há bons momentos, como quando a dupla tenta escutar o que algumas pessoas querem para a cidade, ou quando Mayara tenta convencer outros jovens a não votar nulo – mostrando que deveria ter sido a candidata.

Mas, no geral, quase nada acontece na produção, que não flui em sua proposta, pois a boa história está acontecendo exatamente ao redor dos personagens centrais, a disputa entre duas famílias, representadas pelas cores azul e vermelho, que se alternam há anos no poder do município. Esse embate, que divide e ferve a cidade, poderia ter sido o foco do diretor, até inserindo melhor Mayara e César no contexto eleitoral de Camocim.

*Jornalista

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CAMOCIM: ** (Regular)

Cotações: o Péssimo; * Ruim; ** Regular; *** Bom; **** Muito Bom



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