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Pastel de vento dark: confira a crítica de "A freira"

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James Wan construiu uma saga com inúmeras ramificações, que lhe deu prestígio e bilheterias gordas. Através de ‘Invocação do mal’, Wan desenvolveu um olhar sofisticado para os filmes de gênero sem perder suas linhas principais que o tornam tão característico. O diretor de videoclipes Corin Hardy foi escolhido para dar prosseguimento à série com esse spin-off particular do segundo exemplar, e a personagem fantasmagórica da freira tem aqui seu desenvolvimento principal, como foi feito com a boneca ‘Annabelle’.

Hardy repete em seu filme o cuidado gráfico que a série original apresenta. Fotografia elaborada, direção de arte requintada, elenco de categoria, o filme é uma realização de porte. Mas este cuidado, que sempre se estabeleceu nos critérios gerais, não se repete aqui. O que esse novo exemplar tem de bem cuidado, tem de vazio e despropositado. Com o intuito único de reproduzir novas somas de dinheiro a um projeto que o público já aprovou, o filme parece não se esforçar para sair do lugar comum.

Com um visual propositadamente fake desde a abertura, onde desfila símbolos como corvos, neblina exagerada de gelo seco e chaves sinistras de tamanho descomunal, o filme administra esses códigos batidos sem envolver, e a dupla protagonista Taissa Farmiga (irmã na vida real de Vera Farmiga) e Demian Bichir não têm muito a fazer a não ser passar pelas provações típicas de qualquer filme de terror, em uma produção de primeira linha que acerta no apelo visual, mas abusa dos sustos gratuitos e se esquece de uma questão crucial para um filme de terror: cadê a tensão, Corin Hardy? 

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A FREIRA: * (Ruim)

Cotações: o Péssimo; * Ruim; ** Regular; *** Bom; **** Muito Bom



Tags: cultura

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