Antes de jogo da Seleção, manifestantes negociam e pedem: "sem bombas"

Cerca de 500 manifestantes se reuniam no início da tarde deste sábado na praça Campo Grande, na região da Arena Fonte Nova, que recebe o jogo entre Itália e Brasil, pela Copa das Confederações. O grupo, formado por manifestantes que reclamavam do preço das passagens de ônibus e da corrupção no Brasil, negociou com o comando da Polícia Militar para evitar conflito semelhante ao que aconteceu na quinta-feira, antes da partida entre Nigéria e Uruguai. Enquanto alguns representantes conversavam com o tenente-coronel Sérgio Baqueiro, parte dos manifestantes gritavam: "sem bombas, sem bombas".

"Nós estamos aqui apenas para negociar que haja uma manifestação tranquila. Todo cidadão tem o direito de manifestação, pedimos o itinerário do protesto para eles. Pedimos que eles respeitem o evento que está sendo realizado", falou o tenente-coronel.

Os manifestantes, que estão em menor número se comparado aos últimos dias, disseram, porém, que não pretendem invadir a área da Arena que recebe o jogo da Seleção. "Nós vamos marchar, mas não em direção à Fonte Nova. Não queremos confronto com a polícia", disse Bruno Oliveira, um dos representantes dos manifestantes. O grupo heterogêneo conta com a presença de membros do Movimento Passe Livre - atuante na luta contra o preço das tarifas do transporte público.

A negociação entre PM e o grupo durou cerca de dez minutos. Os manifestantes decidiram seguir em direção ao Shopping Iguatemi, de onde farão um ato simbólico, embarcando "gratuitamente" em ônibus para voltarem para casa.

O Brasil enfrenta a Itália neste sábado, em partida que vale a liderança do Grupo A da Copa das Confederações e poderá evitar um confronto antecipado com a campeã do mundo Espanha.